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Formentera sugere visitas demoradas às suas aldeias e povoados

O Turismo de Formentera está a sugerir uma forma de conhecer o seu território e cultura através de visitas mais demoradas, em ritmo de passeio, e sugere seis aldeias e povoados.

“Formentera não se mede em quilómetros”, indica o comunicado do Turismo de Formentera, descrevendo a ilha como “um daqueles cantos do mundo que é preciso viver e desfrutar passo a passo, deixando-se envolver pelos seus pequenos núcleos urbanos, onde cada um guarda a sua própria história”.

O comunicado destaca seis povoações e sugere um itinerário entre elas com tempo para desfrutar do que têm para oferecer em termos de património, Natureza e comunidade.

Primeiro Sant Francesc, centro administrativo da ilha, com uma igreja que toma a forma de uma “sóbriafortaleza de linhas austeras e sólidas” que foi refúgio dos ataques de corsários, enquanto que a capela de Sa Tanca Vella “ergue-se como um milagre de pedra que o tempo respeitou quando ficou pequena devido à repovoação do século XVIII”. O Jardí de ses Eres é outro dos pontos de interesse, transformando-se num mercado nas manhãs de terça-feira e Sábado.

Sant Ferran, no centro da ilha, mantém a sua alma boémia e espírito livre dos anos 70, e ainda é possível respirar a essência dos poetas, músicos e hippies que “partilhavam confidências e gargalhadas nas mesas da mítica Fonda Pepe, que ainda hoje está de portas abertas. A pequena igreja, que data de 1889 recebe as noites de Sant Ferran, entre Maio e Outubro, com ruas enfeitadas e um mercado de artesãos.

Es Pujols é descrito como “um canto onde a gastronomia local se entrecruza com sabores internacionais e onde a brisa marinha costuma ser a companhia de excepção nas suas esplanadas”, enquanto que à noite, os bares e pequenos espaços “convidam a celebrar a vida e a dançar até tarde”.

La Savina surgiu entre o final do século XIX e o início do século XX para abrigar os barcos que pescavam no Estany des Peix, e foi durante décadas a via de saída do sal produzido na ilha. O constante vai e vem de embarcações dá as boas vindas aos viajantes que também podem visitar o seu mercado hippie, com peças de artesanato, à luz do pôr-do-Sol e da brisa marinha.

Es Caló de Sant Abustí, por sua vez, é descrito como um “acumular de contrastes”, com os seus varadouros de madeira, reconhecidos como Bem de Interesse Cultural, que recebem barcos de pesca, protegendo-os. O aroma a cozinha de marisco chama os locais e visitantes para a mesa, de preferência com vista para as águas de Ses PLatgetes ou para as falésias de La Mola. É também aqui que começa o caminho de Sa Pujada, Rota Verde 25, através de uma calçada que oferece vistas privilegiadas sobre o Mar.

El Pilar de la Mola encontra-se cem metros acima do nível do mar, “depois de atravessar campos de vinhas rodeados por pacientes muros de pedra solta e pequenas matas de pinheiros”, e é descrito como o canto silencioso e espiritual da ilha. No entanto, nas tardes de quarta-feira e Domingo, o seu mercado artesanal anima a povoação e conta com peças de couro, cerâmica, joalharia, alpargatas, obras de artistas residentes e ainda música ao vivo. Depois da igreja do século XVIII, a estrada leva-nos junto ao farol, onde se encontra um monolito de homenagem a Júlio Verne, incluindo na Rota Verde 32, a mais longa, com 12 quilómetros. Foi nestas falésias que o escritor ganhou inspiração para Héctor Servadac.

Héctor Servadac é uma história de Júlio Verne na qual o cometa Gallia passa pela Terra, ‘raspando’ parte do Mediterrâneo junto à costa da Argélia levando consigo um conjunto de personagens incluindo o capitão Servadac.

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Saiba mais no site de Formentera, aqui.

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