O indicador de confiança dos consumidores aumentou em Maio, após ter diminuído nos três meses anteriores, de forma significativa em Março, e de ter registado em Abril o valor mais baixo desde Novembro de 2023, revelou hoje o INE.
“A evolução do último mês resultou dos contributos positivos das perspectivas sobre a evolução futura da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país, e, em menor grau, das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar”, indica o Instituto Nacional de Estatística.
“Em sentido contrário, as expectativas sobre a evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias registaram um contributo negativo”, acrescentou o INE.
O saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços “diminuiu ligeiramente em Maio, após ter registado em abril o maior aumento desde Maio de 2008”. Já o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços diminuiu em Abril e Maio, depois dos aumentos observados nos três meses anteriores e de ter registado em Março o valor mais elevado desde Março de 2022.
O INE sublinha que o indicador de clima económico aumentou em Abril e Maio, após ter diminuído no mês anterior, regressando ao nível observado em Janeiro e Fevereiro. Os indicadores de confiança aumentaram nos Serviços, na Construção e Obras Públicas e na Indústria Transformadora, tendo diminuído no Comércio.
A informação divulgada pelo instituto detalha que o indicador de confiança dos Serviços aumentou em Maio, após ter diminuído no mês precedente, “reflectindo os expressivos contributos positivos das perspectivas relativas à evolução da procura e das apreciações sobre a actividade da empresa”.
Na Construção e Obras Públicas o indicador aumentou nos últimos dois meses, e na Indústria Transformadora também aumentou, mas de forma ligeira.
Já o indicador de confiança no Comércio diminuiu em Maio, após ter aumentado no mês anterior, “reflectindo os contributos negativos das opiniões sobre o volume de vendas e das perspetivas sobre a actividade nos próximos três meses”.
“O saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentou na Indústria Transformadora e diminuiu nos Serviços, na Construção e no Comércio”, conclui o INE.
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