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Comissão Técnica Independente propõe passar charters de Lisboa para Beja até ser construído novo aeroporto

A Comissão Técnica Independente (CTI) propôs que os voos de carga e os “charters não regulares” realizados de/para Lisboa sejam transferidos para Beja, de forma a descongestionar o Aeroporto Humberto Delgado até haver uma nova solução aeroportuária.

A informação consta de um relatório da CTI entregue ao Governo no início de Setembro e hoje divulgado num comunicado citado na imprensa portuguesa.

A CTI diz no comunicado que Aeroporto Humberto Delgado (AHD) “apresenta ineficiências operacionais e de layout que condicionam o uso da capacidade instalada e a possibilidade de uma solução de médio prazo de incremento de capacidades”.

As intervenções devem ser orientadas “para soluções de novas infraestruturas imediatas, expeditas e não limitativas da operação corrente, bem como para soluções de optimização operacional que promovam a eficiência do uso da capacidade instalada”.

É neste contexto que a CTI propõe o uso da Base Aérea de Beja para voos de carga e voos charter, com o objectivo de descongestionar o aeroporto de Lisboa e também o aeroporto de Faro.

O comunicado da CTI reconhece que, devido às “condições actuais de acessibilidade”, Beja “não pode ser uma alternativa comercial para gestão das pontas de tráfego de passageiros do AHD e do Aeroporto de Faro”.

Contudo, a CTI defende que a Base Aérea de Beja “pode ser considerada para acolher operações exclusivas de carga e de charters não regulares, libertando espaços do AHD”.

O relatório também propõe a transferência do “tráfego civil para Cascais” e do “tráfego militar (VIP) para uma base aérea, que não impacte com a operação do AHD, e a analisar com a Força Aérea Portuguesa (FAP)”.

Melhorias e construção de um novo Terminal T3

A CTI recomenda a melhoria das infraestruturas aeroportuárias com investimentos a realizar pela ANA Aeroportos/Vinci, que tem a concessão até 2062. As propostas incluem a criação da possibilidade de entradas múltiplas na pista 20 (a principal), taxiway paralelo, minimizando o cruzamento de pista, saídas rápidas para as pistas 20 e 2, optimização de circulação no solo e aumento do número de estacionamentos de aeronaves.

Outra proposta é “a criação de um novo Terminal T3, com acesso directo do exterior, e respectivas plataformas e taxiways de acesso” na zona militar de Figo Maduro, que teria de ser transferida para outra base aérea até existir nova solução aeroportuária para Lisboa.

O relatório sugere ainda que seja avaliado o alargamento do terminal 1, removendo o parque automóvel adjacente e construindo uma alternativa.

As propostas da CTI pretendem possibilitar “uma utilização mais eficiente da capacidade instalada e criar uma folga na afectação de slots, não se alterando a capacidade declarada de 38 movimentos hora”.

A CTI conclui que “a decisão e aceleração da conclusão de uma primeira fase de um novo aeroporto” assume “um carácter de urgência”, uma vez que as medidas propostas não permitem aumentar a capacidade.

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