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Campos de golfe em Portugal consideram recorrer a Águas para Reutilização (ApR)

Os campos de golfe em Portugal, de acordo com a Análise da Eficiência Hídrica nos Campos de Golfe em Portugal, promovida pelo Turismo de Portugal, estão dispostos a considerar recorrer, quando possível, a Águas para Reutilização (ApR) de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).

Este estudo indica que, com o possível agravamento da seca hidrológica no Alentejo e no Algarve e devido ao impacto das alterações climáticas, é necessário optimizar a utilização de água, independentemente da sua origem.

É necessário identificar e conhecer com rigor as fontes e os volumes disponíveis de água, os consumos essenciais e os principais factores críticos nas diferentes regiões e, finalmente, “operacionalizar a utilização alternativa de outras fontes de captação/distribuição de água, nomeadamente de ApR ou de Dessalinização”.

No que diz respeito a ApR, sempre que houver proximidade de uma ETAR e as condições do efluente permitam, as “empresas e campos de golfe estão totalmente disponíveis para considerar” esta modalidade como uma fonte alternativa.

O estudo também indica que há mais vantagens no fornecimento de água responsável além da poupança deste recurso. Um campo de golfe que regue em excesso vai acabar por implicar um corte de relva mais frequente, vai ter mais resíduos verdes, maior incidência de fungos, mais proliferação de espécies infestantes, maior compactação dos solos, mais danos causados pelos utilizadores e menor conforto para estes, resultando numa performance inferior por parte do relvado do campo em questão.

Através de uma consulta aos dados dos Planos de Gestão de Região Hidrográfica, foi verificado que os consumos de água nos campos de golfe não têm uma expressão significativa nas respectivas regiões, devido ao impacto da agricultura, pecuária e do consumo urbano.

Este estudo é da autoria de Alexandra Betâmio de Almeida, da Federação Portuguesa de Golfe, e de Vanessa Velosa, do Conselho Nacional da Indústria do Golfe, em colaboração técnica com Joel Nunes, da Associação Portuguesa de Greenkeepers.

O objectivo desta iniciativa foi “aprofundar o conhecimento sobre a eficiência hídrica na operação dos campos de golfe portugueses, possiilitando a avaliação dos potenciais de poupança de água neste sector”.

Esta análise foi efectuada entre Janeiro de 2017 e Dezembro de 2019 com base nas respostas ao questionário por parte de 70 campos de golfe, cerca de 76% das instalações desportivas com golfe. As visitas aos locais não foram possíveis, segundo os autores, devido às restrições da pandemia. Não houve participação por parte dos campos de golfe nos Açores.

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