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Apesar de “tensões” e “incertezas”, rentabilidade das companhias aéreas deverá aumentar este ano

A descida do preço do combustível e a previsão de aumento do transporte de passageiros e de carga permitirá às companhias aéreas alcançar melhores resultados este ano do que em 2024, de acordo com o director-geral da IATA, Willie Walsh.

“O primeiro semestre de 2025 trouxe incertezas significativas para os mercados globais. No entanto, em muitos indicadores, incluindo o lucro líquido, será ainda um ano melhor para as companhias aéreas do que 2024, embora ligeiramente abaixo das nossas projecções anteriores”, afirmou Willie Walsh.

Para a melhoria dos resultados, o director da IATA destacou que o maior contributo será o preço do combustível de aviação, que “caiu 13% em comparação com 2024 e ficou 1% abaixo das estimativas anteriores”.

A IATA prevê que o preço médio do combustível de aviação seja de 86 dólares por barril em 2025, muito abaixo da média de 99 dólares em 2024, o que representará uma factura total de combustível de 236 mil milhões de dólares, representando 25,8% de todos os custos operacionais.

O valor estimado da factura do combustível para este ano é 25 mil milhões de dólares inferior aos 261 mil milhões de 2024.

Além da descida do preço do combustível, a IATA prevê que as companhias aéreas transportem mais pessoas e mais carga em 2025 do que em 2024, “mesmo que as projecções anteriores da procura tenham sido prejudicadas por tensões comerciais e quedas na confiança dos consumidores”.

A manutenção dos níveis fortes de emprego e as projecções de inflação moderada sustentam a previsão de aumento da procura.

A combinação destes factores contribuirá para uma melhoria das margens líquidas das companhias aéreas, de 3,4% em 2024 para 3,7% em 2025, de acordo com Willie Walsh.

O director-geral da maior associação internacional de companhias aéreas sublinha que as margens na aviação ainda são “cerca de metade da rentabilidade média em todos os sectores”, mas, “considerando os ventos contrários, é um resultado forte que demonstra a resiliência que as companhias aéreas trabalharam arduamente para fortalecer”.

Margens baixas, exposição alta

A IATA prevê que as companhias aéreas alcancem um lucro líquido de 36 mil milhões de dólares este ano (31,7 mil milhões de euros), mais 3,6 mil milhões de dólares que no ano passado, mas ligeiramente abaixo dos 36,6 mil milhões previstos em Dezembro de 2024.

A previsão de lucro é significativa, mas “equivale a apenas a 7,20 dólares por passageiro, por segmento”, destacou o director da Associação.

“Ainda é uma margem de segurança pequena, e qualquer novo imposto, aumento das taxas aeroportuárias ou de navegação, choque de procura ou regulamentação onerosa colocará rapidamente à prova a resiliência do sector”, avisou o director-geral da IATA, apelando aos decisores políticos para terem isso em mente.

As companhias aéreas empregam 86,5 milhões de pessoas e sustentam 3,9% da actividade económica global, alertou ainda Willie Walsh.

Ver também: Aviação mundial prevê receitas recorde este ano

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