A tarifa média diária (ADR) do alojamento turístico português situou-se em Abril em 105,4 euros, que é não só o valor mais elevado de sempre para um quarto mês do ano e traduz a mais forte subida mensal em relação a 2019, pré-pandemia.
O efeito, como assinalou o INE no seu comentário aos dados que revelou hoje, foi “os maiores acréscimos face ao período pré-pandemia” tanto da ADR como da RevPAR, que pondera o preço médio pela taxa de ocupação.
Os dados do Instituto indicam que os preços médios em Abril tiveram aumentos até acima de 50% nos aldeamentos turísticos, nos quais a subida foi em 52,9%, e subidas acima de 40% nos hotéis-apartamentos, onde a subida média foi de 40,8%, com +42,5% nos 5-estrelas.
O Instituto indicou que em Abril os preços médios de quartos no alojamento turístico português variaram entre 55,40 euros, nos hotéis apartamentos de 2 e 3-estrelas, e 193,76 euros, nos hotéis de 5-estrelas.
Dada a sazonalidade característica do alojamento turístico, em nenhuma das categorias foi atingido um novo preço médio recorde, embora tenham sido fixados novos máximos para o mês de Abril.
O alojamento turístico português beneficiou, adicionalmente, de uma melhoria substancial das taxas médias de ocupação dos quartos, que atingiram os melhores níveis de sempre para um mês de Abril, sobressaindo os 76,4% na Região Autónomas da Madeira e os 75% na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Desta forma, a RevPAR, indicador que pondera os preços médios das diárias pelas taxas de ocupação também atingiram máximos para o mês de Abril em todas as regiões turísticas, com 103 euros em Lisboa e Vale do Tejo, 75,1 euros na Madeira, 57,3 euros no Porto e Norte, 54,9 no Algarve, 47,9 nos Açores, 44,3 euros no Alentejo e 29 na região Centro.
Mais significativo é, porém, que sete das oito regiões tiveram aumentos acima de 40%, designadamente a Madeira, com +63,8%, o Alentejo, com +48%, o Algarve, com +40,1%, os Açores, com +39,3%, o Porto e Norte, com +36,1%, Lisboa, com +33,4%, sendo a única excepção o Centro, ainda assim com um aumento em 26,8%.
Em valor, o aumento médio da receita de quartos por quarto disponível foi de 17,5 euros, com +29,2 euros na Madeira, +25,8 euros em Lisboa, +15,7 euros no Algarve, +15,2 no Porto e Norte, +14,4 no Alentejo, +13,5 nos Açores e +6,3 no Centro.
Assim, o alojamento turístico português concluiu o primeiro quadrimestre de 2023 com 1,29 mil milhões de euros de proveitos totais, que traduzem um aumento em 40,2% ou 369,8 milhões de euros em relação ao período homólogo de 2019, pré-pandemia, com +95,4% ou mais 20,8 milhões em turismo no espaço rural e de habitação, +65% ou mais 17 milhões nos apartamentos turísticos, +47,5% ou mais 37,8 milhões em alojamento local, +39,3% ou mais 31,4 milhões nos hotéis-apartamentos, +38,2% ou mais 255 milhões nos hotéis, +16,8% ou mais 4,1 milhões nos aldeamentos turísticos e +16,6% ou mais 3,3 milhões nas Pousadas e Quintas da Madeira.
Ainda assim, de acordo com os dados do INE, dos 1,29 mil milhões de euros de proveitos totais do alojamento turístico nos primeiros quatro meses deste ano, 71,5% foram realizados pelos hotéis (923,3 milhões de euros), 9,1% pelo alojamento local (117,6 milhões), 8,6% pelos hotéis-apartamentos (111,5 milhões), 3,4% pelos apartamentos turísticos (43,3 milhões), 3,3% pelos turismo no espaço rural e de habitação (42,6 milhões), 2,2% pelos aldeamentos turísticos (28,8 milhões) e 1,8% pelas Pousadas e Quintas da Madeira (23,2 milhões).




