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Aviação europeia desacelera com guerra americana e israelita

A indústria da aviação europeia está a desacelerar como consequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, mas mantém crescimento no RPK e no ASK.

A Europa está a sofrer com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, mas este impacto é mitigado por contratos de taxas de proteção pré-crise, o que corresponde a 70% das necessidades de combustível, segundo a IATA. A associação indica que os custos mais alto vão ser gradualmente repassados à medida que estes contratos terminarem.

Por outro lado, a aviação europeia ganhou algum tráfego para a Ásia, através da oferta directa entre os dois continentes, ligaações que anteriormente eram operadas via hubs no Médio Oriente. Há a ressalva das restrições no espaço aéreo russo, desde a sua invasão da Ucrânia.

O resultado destes factores é a desaceleração da indústria de aviação europeia para um crescimento lento com custos energéticos elevados, o que pesa sobre o poder de compra das populações.

O lucro líquido previsto para 2026 na aviação europeia é de 9,6 mil milhões de dólares, abaixo dos 13 mil milhões de dólares de 2025, sendo que a margem líquida prevista é de 3,1%, abaixo dos 4,5% de 2025, e o lucro por passageiro previsto para 2026 será de 7,5 dólares, abaixo dos 10,3 dólares de 2025.

O crescimento do RPK (revenue passenger.kilometer) previsto para 2026 é de 2,8% acima de 2025, enquanto que em 2025 foi de +5,3%, quando comparando com 2024. O crescimento do ASK (available seat.kilometer) em relação a 2025 previsto é de 1,3%, que compara com o crescimento de 5,2% em 2025, que compara com 2024.

A IATA aponta ainda as pressões de custos de regulações que caracteriza de “onerosas”, como os mandatos para mistura de SAF, os encargos alegadamente elevados de navegação aérea e as tarifas aeroportuárias. A associação também aponta as paralisações e greves, sem especificar as reivindicações desses mesmos actos, como contributos para a desestabilização operacional e limitação da flexibilidade das empresas. A associação indica que com estes factores “a posição competitiva da Europa pode deteriorar-se ainda mais, mesmo após a normalização das condições de mercado”.

Veja também: Companhias aéreas esperam recorde de ocupação, mesmo com subida de preços dos voos

Saiba mais no site da IATA, aqui.

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