A imprensa internacional dá conta da greve geral que decorre hoje em Portugal, 3 de Junho, em protesto contra os retrocessos no Código de Trabalho propostos no pacote laboral do Governo, sublinhando a sua importância.
A imprensa internacional dá conta da greve geral em Portugal, sublinhando que é a segunda greve geral em seis meses, depois da que decorreu em Dezembro.
Por sua vez, e se calhar mais grave, a imprensa internacional recorda que a greve de Dezembro foi a primeira desde os protestos contra a austeridade, impostos pelo Governo de Pedro Passos Coelho, do PSD, em 2013, quando o actual primeiro-ministro, Luís Montenegro, era o presidente do grupo parlamentar desse mesmo partido.
A euronews sublinha que é a primeira vez que o SNS24 se junta a uma greve geral, acrescentando que esta linha já está sob grande pressão operacional, como tem sido noticiado há largos meses pela imprensa portuguesa.
A Reuters, por sua vez, classificou o PSD de governo de minoria centro-direita (não é claro no texto se é um eufemismo), indicando que este pacote pode passar com o apoio do Chega, que classificou de extrema direita, e que o resultado pode ser cerca de uma centena de alterações nos artigos relacionados com o Código de Trabalho.
Voos cancelados, comboios parados, escolas fechadas e, como aponta a euronews, o turno da noite dos hospitais portugueses começou com uma adesão de 95% a 100%, afectando gravemente as suas operações. A euronews apontava, pelas 12h32, para 190 voos cancelados em Lisboa, Porto e Faro.
A TAP, segundo o DW, indicou que ia operar apenas 79 dos seus mais de 300 voos diários, enquanto que a Iberia, companhia espanhola do IAG, espera reduções de 50% a 75% nas suas operações.
Veja também: Greve geral em Portugal: trabalhadores voltam a contestar reforma laboral
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