A segunda greve geral em Portugal contra a reforma laboral proposta pelo Governo, está a provocar esta quarta-feira, dia 3 de Junho, uma paralisação em vários sectores.
A greve foi convocada pela central sindical CGTP depois do Governo ter avançado com uma proposta de revisão da legislação laboral sem acordo na Concertação Social, depois de nove meses de negociações.
Os trabalhadores estão contra a simplificação dos despedimentos, a desregulação dos horários, a reintrodução do banco de horas individual, a facilitação de vínculos precários, entre outras medidas que dizem representar um retrocesso na legislação laboral.
É a segunda greve geral contra o pacote laboral. A primeira aconteceu a 11 de Dezembro de 2025, e foi a primeira greve geral em Portugal desde 2013.
A proposta do Governo não estava no programa eleitoral da “AD – Coligação PSD/CDS”, liderado por Luís Montenegro.
Ao fazer um balanço da adesão à greve, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou que a “esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está a trabalhar”, uma afirmação que levou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, a dizer que o Governo “mais uma vez revela um total alheamento da realidade”.
“O facto de a senhora ministra basear as suas declarações nas informações que pediu às confederações patronais, às grandes empresas e à banca é revelador do posicionamento deste Governo”, disse Tiago Oliveira, em declarações transmitidas pela “RTP”.
O posicionamento do Governo “está presente na construção do pacote laboral, também ele um instrumento ao serviço das confederações patronais, das grandes empresas e da banca”, acrescentou o secretário-geral da CGTP.
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