- Publicidade -
- Publicidade -

Aeroporto do Porto duplica área da Portugal Duty Free

O Aeroporto do Porto, gerido pela Vinci Airports através da sua subsidiária ANA, duplicou a oferta das lojas Portugal Duty Free, que são propriedade do Governo da Irlanda.

A tempo do pico do Verão e do fluxo elevado de passageiros, a Vinci Airports, que detém a ANA Aeroportos, que por sua vez tem a concessão dos aeroportos portugueses, duplicou a oferta das lojas Portugal Duty Free, que através da ARI, Aer Rianta International, pertencem à “daa” (anteriormente Dublin Airport Authority), um grupo que é detido a 100% pelo Estado da Irlanda.

O conceito destas lojas no Aeroporto Sá Carneiro tira partido da identidade do Norte de Portugal, em produtos e em elementos decorativos, sendo que, por exemplo, há uma adega com mais de 230 variedades de vinhos do Porto, de acordo com o comunicado da ARI.

Este espaço, propriedade do Estado da Irlanda, e denominado Porto Duty Free tem agora o dobro da área que tinha, distribuída por dois andares de espaço comercial. Os destaques vão para a tecnologia da parede LED e da área de self-checkout.

O comunicado também salienta os produtos portuguses como ovos moles de Aveiro, chocolates da Arcádia, pastéis de nata, entre outros que fazem as delícias dos turistas que pisam solo português. Além dos produtos tradicionais lusitanos, estas lojas, segundo o comunicado, também comercializam produtos de beleza de marcas como Kérastase e Tom Ford.

Esta é a oitava loja Portugal Duty Free a ser renovada.

A Vinci Airports detém a ANA Aeroportos desde Setembro de 2013, quando o Governo PSD, de Pedro Passos Coelho, decidiu fazer um negócio ruinoso para o país, vendendo a empresa que, na altura, detinha a concessão dos aeroportos portugueses por meio século, por 1.200 milhões de euros.

O total do negócio chegou aos 3,08 mil milhões de euros devido a assunção de dívidas e outros encargos, mas o valor da concessão ronda os 1.200 milhões de euros.

Em 2024, a ANA Aeroportos anunciou o lucro recorde (facturação – despesas) de 511 milhões de euros, lucrando num ano pouco menos de metade do que pagou pela concessão dos aeroportos ao então Governo português.

O Jornal de Negócios indica que o “Preço da venda da ANA ficou 71 milhões abaixo do oferecido pela VINCI” e a Renascença afirma que a “privatização da ANA teve desconto e não salvaguardou interesse público”, ao passo que a SIC Notícias anunciou que o PCP requeriu em 2024 uma comissão de inquérito em relação a este negócio ruinoso.

O requerimento para investigação deste negócio foi chumbado pelo actual Governo, cujo líder, Luís Montenegro foi líder parlamentar do PSD aquando do Governo de Pedro Passos Coelho, responsável pela venda da ANA. O CDS, que também fez parte desse governo que vendeu a ANA, também rejeitou o requerimento de investigação, à semelhança do PS, cuja posição parece ser incompreensível.

O Jornal Público indica que os motivos apresentados pelo PS, PSD e CDS para o chumbo do requerimento de investigação devem-se ao facto de considerarem que a investigação seria fora de tempo e que o objecto da mesma era muito fechado.

Veja também: Ryanair acusa Governo português de incompetência devido ao EES

- Publicidade -
- Publicidade -