A Travelife, que se apresenta como a única empresa de certificação de práticas sustentáveis criada especificamente para o sector das agências de viagens e operadores turísticos, reforçou a sua presença em Portugal para tornar o sector mais sustentável.
O novo “centro de operações” da Travelife em Portugal foi apresentado aos jornalistas esta quinta-feira, em Lisboa, pelo coordenador, coach e auditor Paulo Brehm, e as coaches e auditoras Paula Machado e Rita Montez.
O objectivo é “certificar todas as agências de viagens no país” e, nesse sentido, “estamos em fase de recrutamento”, anunciou o coordenador.
A Travelife já estava no mercado português mas “reforçou a sua presença com uma nova coordenação nacional”, para garantir “maior proximidade, autonomia e capacidade de resposta local às empresas”.
Em Portugal existem mais de 60 empresas com certificação de sustentabilidade da Travelife e cerca de uma centena de empresas em processo de certificação.
Entre os seus membros, a Travelife conta com empresas de referência em Portugal, incluindo os operadores turísticos Lusanova, Solférias, Egotravel, Exoticoonline, Clube Viajar e Pinto Lopes Viagens; as agências de viagens Oásis, Osiris, Optima Tours e Gecontur (master franchisor da Bestravel); as agências de viagens corporativas Atlântida, Alive, Cosmos e Wide; e os receptivos Portimar, PMA, Compasso, Luísa Todi e In Tours.
Certificação acessível em três meses
Paulo Brehm garante que a certificação é acessível a qualquer empresa do sector da distribuição, incluindo pequenas agências de viagens, uma vez que o valor mínimo para uma certificação é de “300 euros por ano”.
“Queremos um sector mais sustentável, não andamos atrás do lucro”, garantiu o coordenador da Travelife. Os valores cobrados às empresas “permitem a estrutura funcionar e desenvolver as ferramentas tecnológicas”.
O primeiro passo para iniciar a certificação é um registo que garante acesso imediato a uma plataforma com formação sobre práticas sustentáveis e apoio de um coach para o cumprimento dos critérios da certificação.
“A plataforma está em constante actualização” com novas formações sobre sustentabilidade, sublinhou Paula Machado.
Existem dois patamares de certificação: “Partner” e “Certified”, que diferem consoante o número de critérios de práticas sustentáveis cumpridos. Os certificados têm que ser renovados a cada dois anos para garantir que os critérios continuam a ser cumpridos.
“Se uma empresa tiver uma pessoa a dedicar um dia por semana à certificação consegue atingir o patamar de «Partner» em três meses”, indicou Paulo Brehm. Para o nível “Certified” são necessários “nove a 10 meses a trabalhar com dedicação”.
No total, a Travelife tem 15 mil agências e operadores como membros em 139 países. A empresa foi fundada há mais de 15 anos nos Países Baixos. Na sua origem estiveram operadores turísticos internacionais como a TUI, a Kuoni e a Thomas Cook, uma ONG holandesa e duas universidades de referência.
“O que nos distingue de outras certificadoras é que somos a única certificação criada específica e exclusivamente para o sector da distribuição turística”, sublinhou o coordenador.
Paulo Brehm perspectiva que a certificação de práticas sustentáveis deverá aumentar à medida que começarem a ser aplicadas novas legislações europeias que exigem auditorias às empresas que pretendam publicitar a sua actividade como sustentável. Ver também: EU: Green Claims em pausa, Empowering Consumers avança.
Já existem empresas do sector da distribuição com mais do que uma certificação de sustentabilidade, de acordo com Rita Montez. “Para nós, o importante é que o sector avance e que as certificações sejam sérias”, frisou.
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