A APAVT foi conhecer “um novo Agadir”, “estreitar laços” com representantes de empresas locais e promover o diálogo para dinamizar a conectividade aérea com Portugal, de acordo com o presidente da Associação, Pedro Costa Ferreira.
O presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT) conversou com a imprensa no decorrer de uma viagem a Agadir, promovida pela Associação e pelo Turismo de Marrocos, indicando que esta é a quarta viagem no âmbito de Marrocos como “Destino Internacional Preferido” da APAVT, depois de viagens a Dakhla, Marraquexe e às Cidades Imperiais.

O plano de marketing anual do “Destino Preferido da APAVT” tem uma agenda muito aberta para tentar “aproximar o mercado emissor português de um destino turístico, neste caso Marrocos”, indicou o dirigente. “Um dos trabalhos de Marrocos, com o qual nós estamos de acordo, é explicar ao mercado que há um novo Agadir, que chama por algumas franjas do mercado emissor português, e explicar que essas franjas necessitam do voo directo”.
“Eu falava há pouco com a directora do hotel, que trabalha o turismo de luxo em alguns mercados emissores, e percebe perfeitamente que sem um companheiro de bandeira a fazer um voo directo é muito difícil trabalhar esses níveis de mercado, e são esses níveis que todos procuramos trabalhar, quer por questões financeiras quer por questões de controlo de crescimento e da massificação do turismo, são os mais procurados e os mais necessitados de conexão aérea directa”, acrescentou Pedro Costa Ferreira.
“Estamos numa fase de trabalho, numa fase de dinamização. Numa operação charter há sempre o risco de um lado e tem de haver, por causa disso, um suporte do outro lado, e é provavelmente esse risco e esse suporte que os operadores turísticos aqui presentes e o próprio destino turístico vão começar a dialogar”, explicou Costa Ferreira. “Quer haja ou não uma operação charter, haja ou não uma rápida resolução a nível de conectividade directa, a verdade é que se estão aqui a estreitar laços e há aqui um novo conhecimento de um novo Agadir. Há muita gente a comentar que já conhecia mas voltou para conhecer, de novo, algo que já não conhecia”.
“O destino de Marrocos já tem uma importância específica no mercado português”, indicou o presidente da associação, referindo-se aos charters de Verão e aos city breaks em Marraquexe durante todo o ano.
Em relação a Agadir, Pedro Costa Ferreira afirmou que “o principal desafio é encontrar a oferta e a procura, de modo a que para os operadores faça sentido arriscar, que para o destino faça sentido apoiar, e que para as companhias aéreas faça sentido desenvolver, isto é a base”.
“Em cima desta base que nos acompanha desde sempre, temos um novo factor que são os slots no aeroporto, sobretudo Lisboa”, particularizou o presidente da associação, acrescentando que se torna mais difícil em casos como o de Agadir, porque “temos consciência que a própria gestão do aeroporto de Lisboa, por uma questão de rentabilidade e das dificuldades existentes, tenderá a acolher melhor operações anuais, por um lado, e operações de longo curso, porque são mais necessárias ao turismo português e, se calhar, mais rentáveis”.
“Em todo o caso é preciso dizer que tivemos recentemente um bom desenvolvimento de operações no aeroporto do Porto exactamente por isto, por dificuldade de obtenção de slots [em Lisboa]”, sendo que “do nosso ponto de vista, é apenas uma aprendizagem para o mercado, é tão difícil à região do Centro vir apanhar um voo a Lisboa como ao Porto”.
O presidente da associação perspectivou ainda que “no início de uma operação provavelmente não temos massa crítica para fazer várias e, portanto, desse ponto de vista, fazer de um aeroporto ou de outro é relativamente secundário neste momento”.
Veja também: APAVT e Turismo de Marrocos realizam quarta viagem, desta vez a Agadir
Saiba mais no site da associação.
O PressTUR viajou a convite da APAVT e do Turismo de Marrocos.





