O Porto de Lisboa informou hoje ter registado 33 escalas de navios de cruzeiros em Junho, com um total de 60.922 passageiros, que lhe permitiu igualar no semestre o número de escalas do ano passado e atenuar a quebra de passageiros para 12%.
A empresa, que ainda não publicou as estatísticas de Junho, destacou em comunicado que em Junho teve “um crescimento significativo” da actividade de cruzeiros, com aumento de passageiros em relação ao mês homólogo de 2023 em 13,1% ou 7.070, totalizando 60.922.
Apesar deste crescimento em Junho, no conjunto do primeiro semestre, incluindo os dados publicados no comunicado, o Porto de Lisboa contabilizou 154 escalas de navios de cruzeiros, apenas mais uma que no ano passado, e 271.675 passageiros, menos 21.538 que há um ano.
O presidente da APL, Carlos Correia, em declaração citada no comunicado salienta “a importante conquista deste primeiro semestre, que foi a aprovação do financiamento para a primeira fase do projeto (2023-207) «Implementação do sistema Onshore Power Supply (OPS)», para o Porto de Lisboa”. Clique para ler: Porto de Lisboa vai ter Onshore Power Supply.
O executivo assinala que se trata de “um projeto que vai permitir criar uma infra-estrutura eléctrica para fornecer energia aos navios directamente no cais, reduzindo assim o impacto da pegada carbónica, uma vez que este sistema permite desligar os motores dos navios enquanto estão atracados”.
O comunicado avança também que para este ano “estão previstas mais escalas do segmento turnaround, que são determinantes para a optimização deste negócio e elementares para a criação de valor no Porto de Lisboa e na cidade”.
O comunicado assinala que no primeiro semestre “o Porto de Lisboa acolheu o batismo do navio de cruzeiro Silver Ray”, que, sublinha, é “um dos navios mais ecológicos do mundo” porque “usa fontes de energia híbridas, e quando está em porto não gera emissões porque usa células de combustível, baterias, e gás natural liquefeito (GNL) como principal combustível”.
“Esta tecnologia permite uma redução global de 40% nas emissões de gases com efeito de estufa, quando comparado com a sua classe anterior de navios, acrescenta o comunicado que também afirma que “a transição ecológica, transversal a todas as companhias de navios de cruzeiro, é fundamental para alcançar as metas da descarbonização carbónica estipuladas pela UE no horizonte 2030”.
Ver também: Crescimento no 1º semestre leva Porto Leixões a prever ano recorde em cruzeiros
Para aceder ao site do Porto de Lisboa clique aqui.




