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TAP mantém ritmo de reservas para o próximo ano, apesar das previsões económicas – Luís Rodrigues, CEO

“Não estamos a assistir a nenhum abrandamento” nas reservas, apesar das previsões de abrandamento económico para o próximo ano, afirmou hoje o CEO da TAP, Luís Rodrigues.

Questionado se teme algum impacto na procura face às previsões de abrandamento económico para o próximo ano, Luís Rodrigues afirmou que “essas previsões vêm desde há muito tempo. Nós temos as reservas que vemos no nosso sistema e não estamos a assistir a nenhum abrandamento”.

O CEO da TAP, que falava hoje num almoço com jornalistas na sede de Cateringpor, em Lisboa, perspectivou que 2024 poderá “ser um bom ano”, mas avisa que “há muitas variáveis em cima da mesa e é prematuro” fazer uma análise mais rigorosa. Ainda assim, está “a trabalhar para um bom ano”.

No início do mês, no Congresso da APAVT, no Porto, Luís Rodrigues afirmou que perspectiva crescimentos de 6% a 7% nos próximos dois anos. Este crescimento “far-se-á por troca de aeronaves mais pequenas por aeronaves maiores e aumentos de preço”, porque a TAP “não pode aumentar a sua frota” até ao final de 2025, por imposição do plano de reestruturação. Clique para ler: CEO da TAP prevê crescimento de 6% a 7% nos próximos dois anos.

Questionado hoje em Lisboa sobre as possibilidades que podem vir a proporcionar as obras no Aeroporto de Lisboa, aprovadas em Conselho de Ministros no dia 7 de Dezembro, Luís Rodrigues antecipou que poderão criar condições de crescimento, mas avisou que “temos que nos habituar a um crescimento moderado, de 3% a 4% por ano e não àquilo a que assistimos pós-covid”, especificando depois que se referia a crescimentos de receitas.

“Investir em qualquer sítio significa desinvestir noutro sítio”

Em relação a reforçar a oferta noutros aeroportos do país, como Faro ou Porto, o CEO da TAP sublinhou que, face às condições da empresa, que está a cumprir um plano de reestruturação que impede aumentos de frota, “investir em qualquer sítio significa desinvestir noutro sítio”. Assim, o foco é “estabilizar a operação, consolidar aquilo que estamos a fazer bem”.

“Temos que gerir um portefólio de rotas e de aviões, temos que os alocar onde servir melhor o país e, portanto, essa análise é feita a qualquer momento. Se em qualquer momento se justificar que faz sentido tirar de Lisboa ou do Porto e pôr no Algarve essa análise será feita”, sublinhou Luís Rodrigues.

Para este ano, a TAP espera bons resultados. “Foram muito animadores” até Setembro e “não há nenhuma razão para acreditar que no último trimestre não continuem a um bom ritmo”, perspectivou o CEO da companhia aérea. Ver também: TAP anuncia lucro recorde de 203,5 milhões de euros nos primeiros nove meses.

Para aceder ao site da TAP clique aqui.

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