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IATA confirma regresso aos lucros da aviação mundial este ano

A IATA destacou hoje o ‘feito’ que é a indústria da aviação passar em três anos, de 2019 para este ano, de 140 mil milhões de dólares de prejuízo para um lucro de 9,8 mil milhões, com 4,35 mil milhões de passageiros transportados.

A Associação realçou, ainda, que esse montante é “mais do dobro” do que antecipava há seis meses, em Dezembro de 2022, que era um resultado líquido de 4,7 mil milhões.

As previsões da IATA apontam para que este ano o sector da aviação some 22,4 mil milhões de dólares de lucros operacionais, quando em Dezembro passado apontava para 3,2 mil, e depois de em 2022 terem sido 10,1 mil milhões.

A expectativa avançada pela IATA é que este ano 4,35 mil milhões de pessoas viajem de avião, aproximando-se do recorde de 4,54 mil milhões de 2019, pré-pandemia.

Para o transporte de carga, a previsão da IATA é que este ano as companhias atinjam o total de 57,8 milhões de toneladas, ficando a 6% do total de 2019 (61,5 millhões).

Assim, acrescentam as previsões, as receitas totais da aviação comercial deverão chegar este ano a 803 mil milhões de dólares, voltando assim, pela primeira vez desde 2019, a superar os 800 mil milhões, mas ainda sem chegarem a esse último ano pré-pandemia, em que atingiram 838 mil milhões.

O desempenho financeiro das companhias de aviação está a “superar expectativas”, realçou o director-geral da IATA, Willie Walsh, que entre os factores que considerou terem propiciado essa evolução apontou em primeiro lugar o levantamento de restrições às viagens na China mais cedo do que antecipado.

Walsh também se referiu a desenvolvimentos mais positivos do lado dos custos, designadamente a moderação nos preços dos combustíveis, contribuindo para que a Associação preveja uma margem líquida de 1,2%, realçando que é alcançada “em tempos de significativas incertezas económicas” e na sequência de um período com os maiores prejuízos de sempre, com 183 mil milhões de prejuízos em 2020-2022 em que a margem líquida foi negativa em 11,3%.

O director-geral da IATA comentou que esta inversão evidencia que a incerteza económica e a subida de preços para ‘acomodar’ o aumento dos combustíveis, não afundou o desejo de viajar.

Ainda assim, sublinhou, com uma margem líquida de 1,2%, as companhias ganharão em média 2,25 dólares para passageiros, menos do que custa um bilhete de metro em Nova Iorque.

A expectativa da IATA é que as receitas de passagens somem este ano 546 mil milhões de dólares, ficando ainda 10% abaixo do montante de 2019, pré-pandemia, embora admita que o tráfego, medido em RPK, atinja 87,8% do nível de 2019, e com os yields (receita por passageiro voado um quilómetro) a terem um decréscimo de apenas 1,1% em relação a 2022, em que tinham aumentado 9,8% depois de +3,7% em 2021.

A melhor parte, dos dados avançados pela IATA, é a perspectiva de melhoria de eficiência, traduzida em ganhos de ocupação, com 80,9% este ano, “muito próximo do desempenho recorde de 2019 de 82,6%”.

E a IATA destaca que a evolução em Maio “suporta a perspectiva optimista” (clique para ler: Tráfego aéreo internacional aproxima-se mês a mês dos níveis pré-pandémicos, IATA), referindo que um inquérito mostrou 41% a dizerem que esperam viajar mais nos próximos 12 meses do que no ano anterior e que 49% prevêem manter.

Ver também: Companhias do Médio Oriente lideram aviação mundial em rentabilidade

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