As companhias do Médio Oriente terão este ano uma margem líquida de 3,8%, que é a mais elevada das cinco regiões com previsões avançadas pela IATA, que indicou 3,7% para as norte-americanas, tradicionalmente as que apresentam maiores lucros, e 2,7% para as europeias.
As previsões avançadas pela IATA apontam para margens negativas em todas as outras regiões, com -3,9% para companhias de África, -3,5% para as companhias da Ásia e Pacífico e -3,6% para as companhias da América Latina.
As previsões avançadas pela IATA hoje, a propósito da reunião da sua 79ª Assembleia Geral, a decorrer em Istambul, apontam 11,5 mil milhões de dólares de lucro das companhias da América do Norte, com 9,53 dólares por passageiro, 5,1 mil milhões para as europeias, com 4,36 dólares por passageiro, e dois mil milhões para as companhias do Médio Oriente, com 9,41 dólares por passageiro.
O prejuízo mais elevado este ano, segundo as previsões divulgadas pela IATA, é das companhias da Ásia e Pacífico, no montante de 6,9 mil milhões de dólares, seguidas pelas companhias da América Latina, com perda de 1,4 mil milhões, e de África, com prejuízo de 500 milhões.
As previsões da IATA mostram também que as companhias do Médio Oriente são as únicas a apresentarem melhores resultados este ano que em 2023, em que tiveram um prejuízo conjunto de 1,5 mil milhões de dólares, com uma melhoria em 3,5 mil milhões de euros.
Norte-americanas e europeias estão com quebras de lucros em relação a 2019 respectivamente em 33,9% e em 21,5%, que representa, decréscimos em 5,9 mil milhões e em 1,4 mil milhões.
Para as companhias da América Latina as previsões da IATA apontam para um agravamento dos prejuízos para o dobro de 2019 (de 0,7 mil milhões para 1,4 mil milhões de dólares, e para as companhias da Ásia e Pacífico, penalizadas pelo levantamento mais tarde das restrições para travar a pandemia de covid-19 a IATA prognostica uma deterioração dos resultados em 11,8 mil milhões de dólares, de 4,9 mil milhões de lucros em 2019 para a perda de 6,9 mil milhões prevista para este ano, e para as companhias de África a previsão é uma deterioração em 61,3%, de 0,3 mil milhões para 484 milhões.
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