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Presidente da AHP subscreve carta aberta contra a privatização da TAP

Bernardo Trindade, presidente da AHP, ex-secretário de Estado do Turismo e ex-administrador não executivo da TAP, é indicado como um dos 25 subscritores de uma carta aberta contra a privatização da TAP.

De acordo com a SIC Notícias, o documento alega que “só a manutenção pública da TAP permitirá que venhamos a recuperar o dinheiro ali investido, através da distribuição futura de dividendos” e defende que “a sua anunciada privatização só serviria interesses ocultos e não o interesse nacional”.

“Digamos a verdade: a TAP é uma das empresas portuguesas que mais contribuem para o crescimento da economia nacional” — está escrito no documento publicado no jornal “Público”.

E acrescenta: “Em 2022, o contributo do turismo para o PIB português foi de 8,8%; somado o contributo indireto, foi de 19,1%. A TAP foi uma das principais contribuidoras para esses resultados”.

Entre os subscritores contam-se também António-Pedro Vasconcelos, que foi um dos animadores de um anterior documento contra a privatização da TAP antes da venda a David Neeleman, Ana Gomes, Correia de Campos, Francisco Louçã, Ricardo Sá Fernandes e Vasco Lourenço.

O documento clarifica que se trata de uma “recusa da privatização integral da TAP, sem prejuízo da eventual abertura do capital minoritário a investidores nacionais e estrangeiros”, com “manutenção do hub em território nacional e defesa dos postos de trabalho”.

Os subscritores, que proclamam “Portugal não está à venda”, também advogam um “reforço substancial da cobertura de todo o território nacional, nomeadamente no Porto, Faro, Açores e Madeira” e “melhor relação” com a diáspora espalhada pelo mundo, bem como com os países de língua oficial portuguesa (PALOP e Brasil).

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