O CEO da Hoti Hotéis, Miguel Proença, disse ao PressTUR que as receitas da empresa nos primeiros quatro meses deste ano superaram em 27% o período homólogo de 2019, pré-pandemia, sobretudo devido à subida do preço médio.
“Estamos a assistir a uma recuperação bastante interessante”, começou por dizer Miguel Proença, que falava ao PressTUR ontem em Lisboa, no hotel Meliá Oriente, durante um evento de celebração do 25º aniversário da Expo 98.
“Em receitas, no fecho de Abril, nós estamos 35% acima do orçamento que tínhamos previsto e 27% acima de 2019 [pré-pandemia]”, especificou o executivo. “Em resultado, estamos 40% acima do orçamento previsto e 34% acima de 2019”.
Estes resultados são “baseados de forma mais significativa e evidente no preço médio e com menos incidência da taxa de ocupação”, afirmou Miguel Proença.
Nos últimos anos, a subida dos preços da energia e dos custos com pessoal levou a que, em 2022, a Hoti Hotéis tivesse uma quebra média de 5 pontos percentuais nas receitas operacionais brutas. “Em operações nas quais tínhamos 45% de GOP [do inglês para Gross Operating Profit] passou para 40%”, exemplificou o executivo.
Para este ano, Miguel Proença espera conseguir reflectir mais no preço as subidas dos custos com energia e pessoal “para conseguir recuperar essa perda de performance”.
Os últimos dados divulgados pelo INE sobre o alojamento turístico em Portugal mostram que, em Março, o preço médio por dormida foi 23,2% mais alto que no mês homólogo de 2019 (clique para ler: Preço médio do alojamento turístico foi 23% mais alto em Março que pré-pandemia, em 2019).
Nos primeiros três meses deste ano, o turismo em Portugal registou recordes de Norte a Sul e em todos os tipos de alojamento, designadamente em receitas, impulsionadas por aumento da procura e aumento da receita por dormida para novos máximos (clique para ler: Alojamento turístico alcança melhor 1º trimestre de sempre por todo o país).
Expectativas
Para o resto do ano, Miguel Proença mantém-se optimista: “até este momento estamos a conseguir superar 2019. Não vejo no horizonte nenhuma razão significativa que não promova a continuidade deste sentimento [optimista]”.
“No final de 2022 havia receios transversais sobre o abrandamento da actividade, mas penso que o sector não viu reflexos significativos disso”, acrescentou o CEO da Hoti Hotéis.
Próximos investimentos
Miguel Proença avançou ainda que a Hoti Hotéis está a desenvolver vários projectos.
A empresa tem “em andamento” a construção de um hotel no centro de Braga, o seu segundo hotel na cidade, “próximo do Convento das Convertidas”, que deverá entrar em operação em meados de 2024.
Outro investimento “em fase avançada de projecto” é o Meliá Boavista, no Porto, “que vai ser um projecto com dimensão, na zona de cruzamento entre a Boavista e a VCI”.
Também “bastante avançado” está o projecto de São João da Madeira, que será um hotel da marca Meliá.
Outros investimentos incluem “um projecto com dimensão em desenvolvimento em Aveiro, junto ao Meliá Ria”, um hotel da marca Meliá em Famalicão, uma unidade hoteleira em Guimarães e, por último, um Meliá em Viana do Castelo.
Ver também:
Hoti Hotéis celebra 25 anos do Meliá Oriente, a sua primeira propriedade hoteleira




