- Publicidade -
- Publicidade -

“Precisamos de uma revolução no abastecimento de SAF” – CEO da Ryanair

O CEO do Grupo Ryanair, Michael O’Leary, defendeu hoje em Lisboa “uma revolução” no abastecimento de combustível sustentável para a aviação (SAF), uma vez que a produção actual corresponde a “menos de 1% da procura”.

“A quantidade de SAF [do inglês para sustainable aviation fuel] que está a ser produzido na Europa é menos de 1% do total da procura da aviação”, afirmou o executivo.

A Ryanair estabeleceu a meta de operar 12,5% dos seus voos com SAF em 2030, mas Michael O’Leary duvida que possa alcançar esse objectivo “a menos que haja uma revolução no abastecimento”.

Essa revolução, defendeu o executivo, só poderá ser feita pelas “grandes empresas de combustível como a Shell, a BP e a Total, e com incentivos dos Governos”.

Michael O’Leary defende que os Governos usem as taxas ambientais pagas pelas companhias aéreas “para estimular e incentivar as empresas de combustível a produzir muito mais combustível sustentável para aviação”.

Os passageiros e as companhias aéreas estão “a pagar centenas de milhões de dólares por ano em taxas ambientais” e este dinheiro, na visão do CEO da Ryanair, deveria ser utilizado para incentivar a produção de SAF.

“Nós pagámos no ano passado 650 milhões de dólares em taxas ambientais relativamente ao nosso combustível e nenhuma parte deste dinheiro está a ser utilizada pelos governos europeus para fornecer SAF”, afirmou Michael O’Leary.

Ver também:

Ryanair prevê aumento de preços entre 5% e 10% este Verão

- Publicidade-
- Publicidade -