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Ryanair prevê aumento de preços entre 5% e 10% este Verão

O CEO do Grupo Ryanair, Michael O’Leary, perspectiva para este Verão mais procura e menos capacidade de voos na Europa, e conclui que por isso a tarifa média dos voos irá aumentar entre 5% e 10% em relação à época alta do ano passado.

Hoje em Lisboa, o CEO da maior low cost europeia afirmou que “a procura está muito acima do cenário pré-covid” e antecipou crescimentos dos mercados norte-americano e asiático nos voos europeus.

Michael O’Leary prevê “um grande número de americanos a viajar para a Europa este ano, devido ao dólar forte”, ao mesmo tempo que “os asiáticos começam a voltar à Europa, porque foram levantadas as restrições às viagens na China”.

O aumento da procura, porém, contrasta com uma previsão de menor capacidade disponível. “Ainda acreditamos que a capacidade em voos de curta distância na Europa estará a 90% dos volumes pré-covid, em parte devido aos cortes nas frotas de companhias como a TAP, Alitalia e Lufthanasa”, disse O’Leary.

Desta forma, “desde que não existam notícias adversas relacionadas com a covid, a Ucrânia ou outros eventos, penso que este Verão o preço médio por bilhete vai aumentar entre 5% e 10%” face ao Verão de 2022, afirmou o CEO da Ryanair.

“Nada está a desencorajar as pessoas de viajar”

Questionado sobre o impacto do aumento dos preços na procura, Michael O’Leary afirmou que “aquilo que 2022 e 2023 mostram é que nada está a desencorajar as pessoas de viajar”.

“As pessoas estiveram confinadas dois anos e meio por causa da covid, não visitaram amigos e familiares. As pessoas querem ir para as praias de Portugal. Podem cortar noutras despesas, como carros, casas, etc, mas vão viajar”, enfatizou o executivo.

As tarifas mais elevadas, por outro lado, também serão necessárias para ajudar a cobrir os preços mais altos do combustível. “A Ryanair tinha hedging no ano passado a 67 dólares por barril até ao final de Março e para este Verão tem hedging para 60% a 92 dólares por barril. Portanto, vamos pagar preços mais elevados pelo petróleo, mas pensamos que serão cobertos por ligeiros aumentos de preços”.

Neste momento, “as reservas futuras estão muito fortes”, designadamente para “os períodos das férias escolares mid-term em Fevereiro, para a Páscoa e para o Verão”, indicou o executivo.

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