O World Travel & Tourism Council, juntamente com o Trip.com Group e a Deloitte, elaboraram uma análise que prevê um ano de 2023 forte para o turismo, com destaque para o luxo e a sustentabilidade.
Esta análise elaborada pelo WTTC, o Trip.com Group, que conta com as marcas Trip.com, Ctrip e Skyscanner, e com informação recolhida pela Deloitte, incidiu sobre as tendências que moldaram o sector em 2022 e que vão ter continuidade em 2023.
O destaque desta análise vai para a intenção de 69% dos viajantes procurar opções de viagem sustentáveis. Um dos inquéritos analisados indica que três quartos dos viajantes consideram viajar de forma mais sustentável no futuro, e que quase 60% dos inquiridos já escolheram opções mais sustentáveis para viajar nos últimos dois anos.
No seguimento da sustentabilidade, outro inquérito analisado demonstra que três quartos dos viajantes de luxo estão dispostos a pagar mais para tornar as suas viagens mais sustentáveis.
A WTTC afirma em comunicado que as vendas das viagens de luxo devem chegar aos 92 mil milhões de dólares, cerca de 84,8 mil milhões de euros, até 2025. Em 2019, as vendas deste tipo de viagens atingiram os 76 mil milhões de dólares, cerca de 70,1 milhões de euros.
Em relação a previsões para 2023, a análise da WTTC demonstra que 89% dos viajantes tem intenção de gastar o mesmo ou mais em viagens internacionais do que no ano de 2019, sendo os mais gastadores os turistas norte-americanos. Num dos inquéritos, 31% dos participantes afirma que tem intenções de gastar mais dinheiro em viagens internacionais em 2023 do que aquilo que gastou em 2022.
A presidente e CEO do WTTC, Julia Simpson, foi citada no comunicado afirmando que “a procura por viagens está agora mais forte do que nunca e o nosso relatório demonstra que este ano vamos ver uma recuperação significativa. 2023 prepara-se para ser um ano muito forte para as viagens e turismo”.
Jane Sun, CEO do Trip.com Group, destacou a região da Ásia e do Pacífico, que “com a sua classe média em rápido crescimento e as suas economias dinâmicas, está bem posicionada para capitalizar o crescimento da indústria e ocupar o seu lugar como líder na economia global do turismo”. Jane Sun sublinhou o seu optimismo em relação a 2023, “impulsionado principalmente pelos consumidores da China continental”.
Scott Rosenberger, director do departamento de Global Transportation, Hospitality & Services Sector da Deloitte Global, afirmou que “mesmo o aumento das preocupações financeiras causadas pela inflacção não está a fazer abrandar o ritmo”, acrescentando que “de forma incrível, as viagens estão a ter prioridade e os acordos de trabalho flexível/remoto estão a criar novas oportunidades”.
No que concerne ao ano de 2022, esta análise estima que as vendas de pacotes de férias de Sol e praia estão 75% acima do que estavam no ano passado, e que nesse Verão de 2022, as chegadas internacionais a destinos destas características na Europa estavam apenas 15% abaixo dos níveis pré-pandémicos.






