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Administração da TAP “está em funções e em funções se mantém”, diz António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou que a administração da TAP “está em funções e em funções se mantém”, na sequência da polémica indemnização paga pela companhia aérea a Alexandra Reis.

A declaração de António Costa foi citada pela agência Lusa, que avança que o primeiro-ministro respondia aos jornalistas numa conferência de imprensa, onde foi questionado se mantém a confiança na administração da TAP depois de a companhia ter pago 500 mil euros pela saída da administradora Alexandra Reis, um caso que motivou a demissão de três governantes (clique para ler: Pedro Nuno Santos demite-se após indemnização polémica na TAP).

A TAP informou o mercado em 4 de Fevereiro que a saída de Alexandra Reis foi uma renúncia ao cargo, mas na semana passada, após um pedido de esclarecimentos do Governo, reconheceu que foi por “iniciativa da TAP” que se iniciou o processo negocial para a cessão dos contratos com Alexandra Reis (clique para ler: TAP diz que conseguiu reduzir em um milhão de euros a indemnização pedida por Alexandra Reis).

O caso da indemnização paga pela TAP a Alexandra Reis, que depois de sair da TAP foi nomeada presidente da NAV e, de seguida, secretária de Estado do Tesouro, será alvo das averiguações da Inspeção Geral de Finanças (IGF) em relação à sua legalidade.

“O Governo fez o que lhe competia: determinou à IGF que proceda a uma inspeção para apurar se houve alguma ilegalidade. Mas a administração da TAP está em funções e brevemente apresentará os resultados de 2022. Tanto quanto sei, esses resultados serão uma boa notícia para os portugueses”, disse António Costa, segundo a notícia da Lusa citada na imprensa portuguesa.

Questionado sobre a compra do capital privado da TAP em 2016, colocando o Estado com uma participação de 50% da empresa, António Costa afirmou que “foi muito importante essa compra feita no início de 2016” e que “a presença do Estado na TAP assegurou grande estabilidade na empresa ao longo dos anos”.

A participação do Estado na TAP “permitiu que quando chegou a crise da covid-19 o Estado tivesse reforçado a sua participação, mas não tivesse então de partir do zero”, argumentou ainda o primeiro-ministro.

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