A CarTrawler e a IdeaWorksCompany, que são as referências mundiais em informação sobre receitas complementares da aviação — ancillary revenue em inglês — avançaram hoje que estimam que este ano atinjam 102,8 mil milhões de dólares, próximo portanto do montante de 2019, pré-pandemia, em que atingiram 109,5 mil milhões.
A informação divulgada realça como ‘dispararam’ em relação aos 65,8 mil milhões de 2021 e defende que isso se deve à adesão dos clientes.
A CarTrawler e a IdeaWorksCompany calculam que este ano as receitas complementares representaram 15% das receitas totais das companhias de aviação e em comunicado realçam que têm provado pela rapidez da resposta que oferecem às transportadoras.
As receitas complementares consideradas incluem serviços que não é possível isolar como comissões com reservas hoteleiras, venda de milhas de programas de passageiro frequente a parceiros, a serviços ‘à la carte’, como embarque prioritário, marcação de lugar a bordo, refeições a bordo, transporte de bagagem.
O documento exemplifica, aliás, com o exemplo do chamado preço ‘padrão’ do bilhete da viagem de avião one-way, que a IATA indica era de 306,20 dólares em 2013, a que acresciam 9,64 dólares de extras e que para este ano indica ter caído para 140,99 dólares e os custos dos extra subido para 17,68 dólares, pelo que de um preço total de 315,84 dólares em 2013 a aviação baixou para 158,37 dólares.
“É uma espantosa redução ajustada da inflação de 50% em dez anos”, realçam os autores do estudo, que consideram que é o efeito da autonomização dos serviços complementares, com benefícios tanto para transportadoras aéreas quanto para clientes.





