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Violência em França acarreta cancelamentos de turistas, mas com impacto reduzido

Profissionais do turismo franceses ouvidos pela imprensa especializada admitem quebras de reservas na ordem dos 2% a 5% pela erupção de confrontos na sequência da morte de um jovem pela polícia numa operação stop.

Jean-Virgile Crance, presidente da Confederation of Tourism Actors (CAT), admitiu que, no entanto, as perdas são muito heterogéneas, apontando a cidade de Marselha como destino onde serão mais elevadas, porque também houve vandalização de restaurantes e hotéis, bem como “intrusões em hotéis com ameaças ao pessoal”.

O dirigente associativo salientou que, porém, “o impacto moral nas equipas e lideranças” é mais grave que as perdas materiais.

O presidente da associação das agências de viagens [Entreprises du Voyage (EdV)], Jean-Pierre Mas, estimou os cancelamentos de reservas na ordem dos 10% desde o início dos distúrbios, citanto a Umih [Union des Métiers et des Industries de l’Hôtellerie] e a consultora MKG, as quais apontam as quebras maiores nos clientes topo de gama, que são aqueles que têm viagens mais dispendiosas e que normalmente admitem cancelamentos.

“É mais na hotelaria de topo de gama, muito popular entre os clientes americanos”, comentou Jean-Pierre Mas, enquanto a agência de viagens de luxo Eluxfrance, citada pelo “L’Echo Touristique” reportava 17% de cancelamento de reservas desde o início dos distúrbios, referindo-se a clientes aterrados com as imagens de violência.

A notícia refere, aliás, o caso de um californianos que optaram por perder quase dez mil euros a manterem a viagem de férias em França que tinham programado.

O “L’Echo Touristique” acrescenta que o Governo, por sua vez, relativiza os prejuízos e o ministro com a tutela do Turismo já garantiu ter muito que fazer com apoio ao trade penalizado, ao mesmo tempo que assegurava não haver uma ‘onda de cancelamentos’ em Paris, estimando que se situem entre 0,5% e 1%, mas com o aviso que ainda é cedo para se tirarem conclusões.

Quanto ao mercado de outgoing, das viagens dos franceses para destinos fora do país, Jean-Pierre Mas diz não haver um problema de cancelamentos, mas admite impacto negativo na medida em que os clientes ficam expectantes.

Há um abrandamento “muito significativo” das reservas, observou, depois de comentar que os franceses “estão preocupados” e isso leva a “uma atitude esperar para ver” e adiamento das decisões de viagem.

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