A venda de voos, tanto domésticos como internacionais, “dão todas as indicações que forte crescimento vai continuar o pico da estação das viagens de Verão no Hemisfério Norte”, declarou o director-geral da IATA, Willie Waltsh, citado em comunicado da associação das companhias de aviação.
O comunicado transmite o balanço da IATA relativo ao mês de Março, no qual indica que em voos domésticos o tráfego medido em RPK, que pondera número de passageiros e distâncias voadas, ficou muito perto do nível de Março de 2019, pré-pandemia, em 98,9%, mas em voos internacionais ainda está significativamente aquém, a 81,6%.
A IATA assinala que, no entanto, as companhias de aviação estão mais eficazes, no sentido de que estão com os voos mais cheios, com uma taxa de ocupação superior à de 2019 em 10,1%, com 81,3%.
Willi Walsh considerou então que o primeiro trimestre deste ano mostrou que o sector da aviação se fortaleceu e destacou que a procura reduziu o decréscimo face a 2019 em 3,5 pontos, ‘puxado’ pela retoma dos mercados das Ásia e Pacífico e das companhias chinesas.
Para as companhias de aviação europeias o balanço da IATA indica que tiveram crescimento do tráfego em 38,5% em relação a Março de 2022, em que o impacto da pandemia ainda era muito forte, com subida da taxa de ocupação em 6,6 pontos, para 79,4%, que assinala ter sido o segundo mais baixo de todas as regiões, apenas superior aos 79,2% das companhias de África, mas também muito perto das do Médio Oriente, com 79,4%.
O maior ‘peso’ do tráfego internacional nas companhias europeias é seguramente uma das razões que explica o seu atraso na recuperação face aos níveis pré-pandemia em relação a mercados como a América do Norte, onde as companhias são essencialmente domésticas.
Dados da IATA indicam que as companhias da América do Norte, em Março, ficaram apenas 3,1% abaixo do tráfego internacional do mês homólogo de 2019, enquanto as europeias ficaram 13,7% e as da Ásia e Pacífico, 35,6%.
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