O turismo contribuiu com 36,2 mil milhões de euros para o PIB (Produto Interno Bruto) português em 2025, o que significa 11,8% do valor total dos bens e serviços produzidos em Portugal nesse ano.
Os dados foram divulgados hoje pelo INE, que recorda que em 2024 e 2023 o contributo da actividade turística para o PIB foi de 11,9%. Ainda assim, em valor, o contributo do turismo aumentou 5,3%.
A informação revela que o Valor Acrescentado Bruto directo gerado pelo Turismo (VABGT) cresceu tanto como o VAB português (+5,6%), e representou 8,1% do VAB nacional em 2025, “mantendo a importância relativa no triénio 2023-2025”.
Sobre o Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE), que junta os gastos dos turistas residentes e não residentes em Portugal, o INE revela que aumentou 4,9% em 2025, o que significa que cresceu menos que o PIB nacional, que teve uma variação nominal de 5,9%. O CTTE, desta forma, “foi equivalente a 16,1% do PIB, evidenciando um ligeiro decréscimo face ao máximo histórico alcançado em 2023 (16,3%)”.
“Estes resultados reflectem um contributo de 0,3 pontos percentuais (p.p.) para o crescimento real do PIB em 2025 (1,9%)”, destaca a Conta Satélite do Turismo para Portugal.
Sobre o emprego nas actividades características do turismo, medido em equivalente a tempo completo (ETC), os dados do INE são de 2023 e apontam para um crescimento de 10,6%, “acima do observado na economia nacional (3,8%), representando 10,4% do emprego da economia nacional (9,8% em 2022)”.
O Instituto acrescenta que “as remunerações das actividades características do turismo representavam 9,1% do total das remunerações da economia nacional, e a remuneração média por trabalhador nestas actividades correspondia a 92,8% da remuneração média nacional”.
As actividades dos transportes aéreos tiveram o crescimento mais significativo nas remunerações (54,5%), o que, de acordo com o INE, reflecte “a alteração de políticas remuneratórias restritivas adoptadas pelo sector durante o período pandémico”. Seguiram-se as agências de viagens, operadores turísticos e guias turísticos (24,4%) e os outros transportes (22,5%).
As actividades cujas remunerações registaram crescimentos mais moderados foram os serviços culturais (15,9%) e os serviços de desporto, recreação e lazer (14,7%).
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