Os sindicatos que representam os trabalhadores da Groundforce chegaram a acordo com o novo investidor, a Menzies, abrindo caminho ao plano de recuperação da empresa.
Em comunicado citado pela agência Lusa, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) e o Sindicato dos Técnicos de Handling e Aeroportos (STHA) anunciaram que “depois de cinco reuniões de intensas negociações com a Menzies, com naturais avanços e recuos decorrentes das dinâmicas negociais”, o encontro de hoje “permitiu alcançar um acordo de princípios” que consideram “extremamente satisfatório para os trabalhadores”.
Os sindicatos indicaram que este acordo “permite o depósito do plano de recuperação no tribunal até ao próximo dia 17, devendo ser votado nos 45 dias seguintes”, segundo a notícia da Lusa, citada na imprensa portuguesa.
A TAP e a Menzies Aviation celebraram, em Abril, um acordo para a “recuperação e revitalização da Groundforce”, empresa declarada insolvente em Agosto de 2021.
O acordo revelado hoje pelos sindicatos prevê a integração do complemento extraordinário e temporário (CET) no vencimento base dos trabalhadores, o que “funcionará também como ponto de partida para 2024”.
Para o período de 2024 a 2026 foi acordado o “aumento anual das tabelas salariais, ligado ao IPC (inflação anual)”, de forma a garantir a execução da proposta dos sindicatos, “de 140 euros em cada grau nos três anos”.
A notícia acrescenta que “o subsídio de refeição aumenta para 8,70 euros/dia, ligado ao aumento de uma hora na amplitude do almoço e do jantar e de 30 minutos no pequeno-almoço”.
O acordo também incluiu a “resolução da situação dos trabalhadores estagnados há muitos anos em graus sem tempo de permanência” e de outros trabalhadores que “sofreram uma redução salarial no seu salário base com a transição para o AE 2012 [acordo de empresa]”.
Outra novidade é o “subsídio de transporte universal, de acordo com o princípio da redistribuição do custo para a empresa com esta rubrica por todos os trabalhadores, tendo em atenção que todos são forçados a deslocar-se em viatura própria”, num valor de 75 euros por “mês para trabalhadores com horários irregulares e 30 euros por mês para horários regulares, sendo pago 11 meses por ano”.
A notícia da Lusa diz ainda que o acordo implementa várias outras medidas de organização dos tempos de trabalho pedidas pelos trabalhadores.
O comunicado citado na imprensa portuguesa indica que “ficou acordada também a eliminação do prémio de distribuição de lucros, bem como a redução gradual do recurso a empresas de trabalho temporário”.
A nota diz ainda que será feito “o pagamento dos créditos efetivos aos trabalhadores que têm a receber retroativos de evoluções de carreira entre o período de janeiro de 2020 e julho de 2021”. O acordo “exclui qualquer congelamento ou eliminação das anuidades e das evoluções de carreira”.
Os sindicatos acrescentam que o acordo “permite o depósito do plano de recuperação no tribunal até ao próximo dia 17, devendo ser votado nos 45 dias seguintes”.
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