No próximo Verão “vamos ser cautelosos” a nível de destinos e “incentivar a que se reforce o que funciona, em vez de começar a explorar novas oportunidades”, afirmou a CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, em entrevista ao “Eco”.
A executiva prevê que o próximo Verão será semelhante ao que está a decorrer, porque tem a frota limitada pelo plano de reestruturação até 99 aeronaves.
“A questão é mais onde vamos colocar mais capacidade e não seremos muito criativos em relação a novos destinos. Vamos ser cautelosos. Num ano com total visibilidade é possível ser empreendedor e testar o mercado. Não será o caso do próximo ano”, disse a CEO da TAP ao “Eco”.
A companhia aérea tem 96 aviões e prevê “saída e entradas” no próximo ano, sem atingir o limite de 99 aeronaves.
A CEO da TAP declarou que “ainda não” nota uma redução da procura devido ao abrandamento da economia e aumento da taxa de inflação, mas alerta que “não significa que não venha a acontecer”.
Para o quarto trimestre deste ano, a TAP regista “um pico enorme à volta do Natal, que é muito importante para os resultados da companhia”, com um nível de reservas “em linha com 2019”.
“Sinceramente, e sendo transparente, o único impacto que sentimos foi uma flutuação nas reservas ponto a ponto na Europa. Penso que alguns dos nossos clientes reagiram aos constrangimentos nos aeroportos. Agora está ok, porque há menos ruído sobre os constrangimentos”, acrescentou Christine Ourmières-Widener.
Ver também:
TAP quase igualou este ano vendas de passagens do segundo trimestre de 2019




