A TAP Air Portugal vai mudar de fornecedor de aviões ATR quando o seu contrato com a White Airways expirar no dia 31 de Outubro de 2022 e reduzir o número de aviões deste modelo à sua disponibilidade de seis para dois.
A TAP lançou um pedido de proposta a diferentes operadores de aeronaves ATR para “optimizar a frota a operar ao seu serviço, aumentar a fiabilidade e reduzir custo” e está acutalmente a negociar com um operador que vai contratar tripulação e pessoal de manutenção português para estas aeronaves. A TAP indicou em comunicado que seleccionou a melhor das cinco propostas que recebeu.
De acordo com o plano de reestruturação da TAP, a empresa não pode ter uma frota superior a 99 aeronaves, o que leva a que companhia opte por ter aeronaves de maior capacidade em detrimento de aviões mais pequenos como o ATR.
A companhia indica em comunicado que só vai precisar de dois ATR, visto que vai contar com seis aeronaves E-Jet da Embraer na Portugalia, dois dos quais já entraram ao serviço desde Setembro, enquanto que os outros quatro vão começar a operar faseadamente até Janeiro.
A TAP queixa-se da que vários aviões da White Airways ficavam em terra devido a avarias e que a companhia apresentava uma “regularidade operacional decrescente”.
A White, de acordo com a TAP, teve uma média mensal de 10 eventos AOG (aircraft on the ground) devido a razões técnicas no último ano, que entre Novembro de 2021 e Setembro de 2022 resultaram em 342 voos cancelados, sendo que só em Setembro foram contabilizados 84 voos cancelados por motivos técnicos.
A média de AOG por cada 100 voos da White é de 1,9, enquanto que a da TAP é de 0,52, sendo que a primeira operou 95% dos voos que tinha planeados e a TAP 98,2%.
A TAP menciona em comunicado que a White custou 4,8 milhões de euros à companhia aérea portuguesa com cancelamentos, necessidade de troca de aviões com aumento de capacidade e indemnizações a passageiros.
A TAP Air Portugal pagou 109 milhões de euros por horas de voo à White, 98 milhões por aluguer de aeronaves ao serviço dessa companhia, e mais 33,7 milhões de euros em reservas de manutenção ao locador da aeronave.
Durante a pandemia, entre 2020 e 2021, a companhia de bandeira portuguesa alega que pagou 24 milhões de eurosm à White, uma redução de 20% em relação ao período pandémico, quando as operações da White para a TAP tinham sido reduzidas em 42%.




