Os aeroportos geridos pela AENA, empresa com 51% de participação do Estado espanhol, somaram mais 4,7% de passageiros em Maio. Nos primeiros cinco meses do ano já somam 150,9 milhões de passageiros, mais 4% que há um ano.
Os aeroportos espanhóis geridos pela AENA receberam 30,7 milhões de passageiros em Maio. Nos primeiros cinco meses do ano, estes aeroportos registaram 124,6 milhões de passageiros, +3,7% que de Janeiro a Maio de 2025.
No Brasil, onde a empresa também gere aeroportos, o crescimento foi de 1% em Maio, com o aumento, de acordo com o “aviation24“, a ser sustentado pelo Aeroporto de São Paulo Congonhas, já que Recife continua a perder passageiros. Nos primeiros cinco meses do ano, os aeroportos brasileiros geridos pela AENA cresceram 5,3%.
O Aeroporto de Londres-Luton, que também é gerido pela espanhola AENA, registou 1,73 milhões de passageiros em Maio, +8,2% que no mês homólogo do ano passado.
Em Portugal, a empresa que gere os aeroportos portugueses, a ANA Aeroportos foi vendida à Vinci em Setembro de 2013 pelo Governo PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho, quando o actual primeiro-ministro, Luís Montenegro, era líder parlamentar do PSD. A ANA foi vendida juntamente com a concessão dos aeroportos portugueses durante meio século, num negócio ruinoso para o país que ainda hoje sofre com as consequências dessa decisão.
A Vinci, por outro lado, fez um negócio notável, visto que, de acordo com “Público”, os lucros da ANA Aeroportos superaram, entre 2013 e 2022, cerca de uma década, o que a empresa francesa pagou pela ANA, juntamente com a concessão dos aeroportos portugueses por cinco décadas.
Através deste contrato de concessão, a Vinci fica responsável pela viabilização do, tão aguardado e sempre atrasado, novo Aeroporto de Lisboa, com obras previstas para 2031 e conclusão para 2037, a expansão do Aeroporto do Porto, bem como investimentos na infraestrutura aeroportuária da qual detém a concessão.
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