O CEO do Grupo Air France-KLM, Benjamin Smith, afirmou hoje que modernizar a frota de aeronaves é a principal forma de reduzir o impacto ambiental na aviação, pelo que aumentar as taxas cobradas às companhias aéreas é “contraproducente”.
“Temos o objectivo de reduzir o impacto de CO2 [dióxido de carbono] em 50% até 2024 em França e em 30% em toda a nossa rede até 2030”, começou por indicar o executivo, que falava numa apresentação da empresa sobre SAF (do inglês para combustível sustentável para aviação), transmitida online.
Para alcançar estas metas, o grupo está “a investir dois mil milhões de euros por ano em novas aeronaves”, afirmou Benjamin Smith, para quem, como defendeu, a renovação da frota é “a primeira alavanca para reduzir os nossos impactos de CO2, ruído e NOx [óxidos de azoto]”.
A modernização das aeronaves “é o maior investimento que podemos fazer para reduzir o nosso impacto ambiental”, enfatizou o CEO do grupo, sublinhando que, por isso, estão “a trabalhar o mais rápido possível” para renovar a frota.
“Ainda temos muitos aviões que precisamos de substituir, o que representa uma grande oportunidade para reduzir o impacto ambiental, mas, claro, os aumentos das taxas que pagamos são contraproducentes em relação a este compromisso”, afirmou Benjamin Smith.
“Estas taxas não são direccionadas para nos incentivar a renovar a nossa frota da forma mais rápida, pelo que consideramos que são contraproducentes”, salientou.
Desafio é ter SAF disponível e a preços acessíveis
A segunda maior alavanca para reduzir o impacto ambiental na aviação, depois da renovação da frota, é a utilização de mais SAF (combustível sustentável para aviação) e menos jet fuel.
No ano passado, o grupo Air France-KLM aumentou para 0,6% a percentagem de incorporação de SAF no combustível utilizado nas suas operações. “Não parece uma quantidade enorme, mas corresponde a “17% da produção global de SAF”, afirmou o CEO do grupo, que assinalou também, em relação ao jet fuel, “só usamos 3% da produção global”.
O grupo palneia aumentar a percentagem de incorporação de SAF no combustível utilizado nas suas operações para 2% em 2025 e 10% em 2030.
O principal desafio é haver SAF disponível e a preços acessíveis. “Temos que encorajar a produção de SAF, mas também é importante que o custo do SAF não seja distorcido”, frisou Benjamin Smith.
“Os motores que os fabricantes estão actualmente a construir já são capazes de operar até 50% de SAF. Portanto, a tecnologia já existe e está muito próxima de 100%. De um ponto de vista tecnológico, se tivermos SAF disponível poderemos operar a nossa frota com 100% SAF”, concluiu o CEO do grupo.




