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Solférias vendeu em três meses o que tinha vendido em cinco no ano passado – Sónia Regateiro

“A antecipação da venda foi muito maior este ano do que no ano passado”, com grandes volumes de reservas até Março e um arrefecimento desde então, mas ainda assim, já há poucos lugares nas operações charter, disse ao PressTUR a Chief Operating Officer (COO) da Solférias, Sónia Regateiro.

Nos primeiros três meses deste ano, o operador turístico teve um volume de vendas equivalente ao que registara nos primeiros cinco meses do ano passado. “Notou-se muita antecipação de vendas”, sublinhou Sónia Regateiro.

De Março em diante, a líder de operações da Solférias diz que “as coisas abrandaram bastante, embora já não exista grande coisa para vender. Temos algumas operações com disponibilidade, mas a maior parte das partidas estão completas”.

Destinos mais vendidos

A Ilha do Sal, em Cabo Verde, com charters de Lisboa e do Porto, “é o destino que está mais vendido”, seguido por Djerba, na Tunísia.

“A surpresa mais agradável”, porém, é Zanzibar. “Quando lançamos uma operação nova, ficamos sempre um pouco expectantes com o que vai acontecer, ainda por cima num destino que é caro e de longa distância”, afirmou Sónia Regateiro.

“A nossa quota na operação de Zanzibar, que é 60% do voo, está 83% vendida. Está excelente. Foi mais uma aposta ganha”, salientou a executiva.

Zanzibar é uma novidade na programação da Solférias este Verão, com voos charter de Lisboa contratados em parceria com o operador turístico Sonhando, aos Domingos de 30 de Julho a 10 de Setembro.

Nova procura pelo Senegal

Em 2022, a grande novidade na programação da Solférias foi o Senegal, com voos charter de Lisboa e do Porto, numa operação concentrada na abertura de um novo resort da rede espanhola RIU Hotels & Resorts.

Depois de um ano de estreia descrito como um sucesso de vendas, este ano “o Senegal também está muito vendido, principalmente do Porto”, segundo Sónia Regateiro.

Há, contudo, uma mudança na procura. Em 2022 foram principalmente individuais e “este ano tem-se destacado a nível de grupos de incentivos e de empresas”, afirmou a executiva.

Distribuição da procura

Questionada sobre a distribuição da procura pelas diferentes gamas de produto, Sónia Regateiro afirmou que o operador tem clientes de várias classes. “Temos uma panóplia de operações charter no Verão que vai desde Saïdia, que é um produto baratíssimo, até Zanzibar, que é um produto caríssimo”.

“Não podemos dizer que aquilo que se está a vender mais é o produto barato. Tanto temos procura pelo produto barato como pelo mais caro”, afirmou.

O que acontece, segundo Sónia Regateiro, é que “os produtos mais baratos acabam por ter uma reacção de compra um pouco mais tardia. A antecipação nos destinos mais baratos não será tão grande como nos destinos mais caros, reservados por clientes que têm disponibilidade financeira e que podem marcar com antecedência, independentemente do que vem a seguir”.

Mudanças na hotelaria da Boa Vista abrandam procura

Sónia Regateiro prevê que o Verão será rentável para a Solférias, mas admite que “alguns produtos de risco estão a ser dolorosos”.

“Não podemos dizer que está tudo bem e que não temos dores de cabeça, porque temos algumas, mas no cômputo geral as operações vão compensar”, afirmou.

Um dos destinos mais complicados é a ilha da Boa Vista, em Cabo Verde. Além da concorrência de outros operadores, Sónia Regateiro considera que as mudanças na hotelaria poderão estar a travar a procura.

As duas grandes alterações foram a mudança do hotel Iberostar para a cadeia italiana VOI e a transformação do RIU Karamboa num resort só para adultos da gama Palace, ambos na zona da Praia de Chaves.

Desta forma, a nível de hotéis RIU para famílias na Boa Vista “ficámos só com a opção do RIU Touareg, que em termos de praia não é tão vantajoso como a Praia de Chaves”, afirmou Sónia Regateiro.

Outro factor que complica o charter Porto – Boa Vista é ser “uma operação em que estamos sozinhos, não está dividida com nenhum operador, e vender um avião inteiro é diferente de vender um terço ou um quarto”. Ainda assim, Sónia Regateiro garante que vai “manter a operação exclusiva Solférias”.

Ver também: Falta de slots em Lisboa volta a provocar alterações em voos charter – Sónia Regateiro, Solférias

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