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SkyNRG, com participação da KLM, vai ter a primeira fábrica de SAF na Holanda

A SkyNRG, empresa co-fundada e com participação da companhia aérea holandesa KLM, garantiu financiamento para a primeira fábrica de SAF, combustível de aviação sustentável, na Holanda.

A fábrica, quando operacional, a partir de 2028, vai ter capacidade para produzir 100.000 toneladas de combustível por ano. Para escala, a easyJet utiliza cerca de 3.750.000 toneladas de combustível por ano na sua operação, sendo que produção anual anunciada desta fábrica significa cerca de 2,7% do total de combustível utilizado na operação anual da easyJet.

A KLM refere em comunicado, que apesar de o SAF emitir quantidades semelhantes de CO2 durante o voo, em comparação com o combustível convencional, no processo que vai da produção até à combustão o SAF produz -65% de CO2 que o combustível convencional.

Marjan Rintel, CEO da KLM, afirmou, citado em comunicado, que “estamos empenhados em adquirir 75.000 toneladas de SAF por ano, o que representa cerca de 2% do nosso consumo total de combustível.

O CEO afirmou que “obter licenças e o financiamentos para a fábrica foi um processo longo e desafiante”, chegando à conclusão que “isto evidencia a necessidade de um governo activo que invista e colabore com a indústria, para que possamos, em conjunto, alcançar a ambição nacional de atingir 14% de mistura de SAF até 2030.

O CEO da SkyNRG, Maarten van Dijk, afirmou que “com o início desta construção estamos a provar que os investimentos em SAF (combustível sustentável de aviação) podem ser concretizados na Europa”.

A KLM, no seu comunciado, apela ainda ao governo holandês “para que invista em conjunto na aceleração e ampliação da produção de SAF”, oferecendo o exemplo de um “fundo nacional para o SAF, como recomendado no relatório Wennink ‘O Caminho para a Prosperidade Futura'”.

Um estudo da Markteffect, a pedido da KLM, indica que 87% dos inquiridos holandeses “acreditam que as receitas do imposto sobre as viagens aéreas devem ser utilizadas para tornar os voos mais limpos”, o que seria uma forma de os impostos aplicados às companhias regressarem para as beneficiar com fábricas de produção e fornecimento de SAF.

Veja também: Depois da Air France-KLM, Lufthansa também entra na corrida pela TAP

Saiba mais no site da SkyNRG.

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