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Se há promoções de última hora é porque há excesso de oferta – Daniel Graça, Soltrópico

O director Comercial da Soltrópico, Daniel Graça, defende que o excesso de oferta disponibilizada pelos operadores turísticos em Portugal é a causa da existência de promoções de última hora, que afectam a rentabilidade das empresas do sector.

PressTUR: Qual é a sua percepção sobre a oferta charter disponibilizada pelos operadores turísticos no mercado?

Daniel Graça: Eu acho que existe demasiada oferta no nosso mercado. Por exemplo, temos 14 voos por semana para as Caraíbas. São dois aviões baseados em Lisboa que levam praticamente 400 pessoas por voo. É demasiado para ser absorvido pelo mercado português. Não podemos olhar para o mercado português como olhamos para o mercado espanhol, onde os hábitos de viagem não são iguais, onde a ligação com os destinos latinos não é a mesma. E, realmente, acho que há uma sobreoferta no mercado que dificulta tudo. Expliquem-me como vamos vender Cabo Verde ou Porto Santo a mil e poucos euros quando existem Caraíbas a 700 ou 800? Acaba por se vender sempre porque as pessoas gostam de ir para estes destinos, mas dificulta muito, porque a diferença de preço é significativa, principalmente nestas ofertas de last minute que se vê por aí. Estas ofertas só existem porque há excesso de oferta no mercado.

PressTUR: Sem o excesso de oferta não seria esse o preço dos programas para as Caraíbas…

Daniel Graça:  Não, não seria. Nós sabemos quanto é que custa o avião. Podemos não saber ao cêntimo, mas temos noção. Vende-se Caraíbas a 700 ou 800 euros e o avião custa mais do que isso. Portanto, é difícil de competir. Nós conseguimos competir porque criamos valor e porque as pessoas gostam dos nossos destinos, daquilo que nós fazemos, porque oferecemos segurança e proximidade.

PressTUR: Quantos clientes têm previstos para este ano?

Daniel Graça: Fechámos o ano passado com perto de 40 milhões de euros de facturação, com praticamente 40 mil passageiros, 38 mil. A expectativa é que façamos pelo menos os mesmos montantes. Queremos que haja um ligeiro crescimento, que era aquilo que estava programado. Achamos que ainda vamos conseguir, mas vai depender um bocadinho das próximas semanas, e de tentarmos manter esta cadência de vendas que tem vindo a acelerar nos últimos dias.

PressTUR: E Réveillon? Têm lançado vários programas nas últimas semanas…

Daniel Graça: Temos essencialmente com a TAP e ainda estamos a receber algumas coisas. Temos Funchal, São Tomé, São Miguel e Terceira com a SATA. Do Brasil ainda não temos tudo. Temos Porto – Recife com a Azul. Falta-nos receber algumas coisas da TAP para o Brasil à saída de Lisboa, como Salvador e Rio de Janeiro. Já temos Recife também e Natal. Estamos a trabalhar noutras coisas, mas ainda não posso falar nisso.

PressTUR: Já se está a vender o Fim de Ano?

Daniel Graça: Já temos um voo cheio Lisboa – Sal. Há datas em que já não temos espaço. Há produtos que esgotam muito rápido. Talvez os Açores e São Tomé se aguentem mais tempo com disponibilidade, mas no ano passado foi tudo cheio. O Funchal também se costuma aguentar algum tempo com disponibilidade, mas o Brasil vai num instante. É incrível. Mais tivéssemos, mais vendíamos.

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