A Ryanair admitiu hoje que os preços que pratica estão mais baixos do que tinha antecipado e, assim, embora diga que “a procura está forte” passou a prever uma descida efectiva face ao Verão passado, quando anteriormente apontava para estagnação ou subida “modesta”.
A low cost reserva previsões para o exercício para quando concluir o primeiro semestre (no final de Setembro), mas vai alertando para ‘perigos potenciais’ como a continuação da guerra na Ucrânia e no Médio Oriente, repetidas falhas de controlo de tráfego aéreo por escassez de pessoal e mais atrasos nas entregas de novos aviões por parte da Boeing.
O balanço trimestral mostra que a subida de custos operacionais foi ‘puxada’ principalmente pelos aumentos das remunerações do pessoal, em 25%, pra 448,3 milhões de euros, controlo de rotas e amortizações, ambos em 14%, respectivamente para 307,5 milhões e para 313,2 milhões, bem como encargos com tráfego aéreo e handling, em 13%, para 467,2 milhões.
A maior parcela de custos manteve-se o combustível, apesar de uma descida de 6% que a Ryanair atribui à sua política de Hedging, para 1.421,9 milhões de euros.
A Ryanair apresentou assim um lucro operacional no trimestre de 365,7 milhões de euros, em queda de 49% em relação ao período homólogo do ano passado, e o lucro líquido ficou em 360 milhões, depois de 40,8 milhões em imposto sobre lucros.




