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Ryanair cancelou 400 voos devido a greve dos controladores aéreos em França

A Ryanair cancelou 400 dos 3.200 voos que tinha agendados para terça-feira, dia 6 de Junho, devido à greve dos controladores aéreos em França, afirmou Michael O’Leary, CEO do Grupo.

O executivo, num vídeo publicado nas redes sociais, sublinhou que a maioria dos cancelamentos foram de ligações que sobrevoam o espaço aéreo francês e não de voos com origem/destino em França, como seria de esperar uma vez que a low cost opera mais ligações a sobrevoar França do que voos domésticos em França.

Michael O’Leary indicou que os cancelamentos afectaram “voos do Reino Unido para Espanha, de Portugal para a Alemanha, de Itália para a Irlanda”, entre outras ligações que sobrevoam o espaço aéreo francês.

Apesar do trabalho dos controladores aéreos em França incluir todo o espaço aéreo francês, quer seja usado em ligações domésticas ou sobrevoado em rotas internacionais, o CEO do Grupo Ryanair defende que “não há razão” para os os voos que atravessam o espaço aéreo francês com origem/destino noutros países “estarem a ser cancelados durante uma greve dos controladores aéreos de França”.

Michael O’Leary diz respeitar o direito à greve, mas considera que deviam “ser os voos domésticos franceses a serem cancelados”, porque “eles têm alternativas, os franceses podem usar o TGV e as auto-estradas”.

O CEO do Grupo Ryanair, no mesmo vídeo, acusa a Comissão Europeia de não agir sobre esta matéria e garante que Espanha, Itália e Grécia já protegem os sobrevoos durante as greves dos controladores aéreos dos seus países.

Ryanair entrega petição à Comissão Europeia

Michael O’Leary recorda ainda que, na semana passada, a low cost entregou à Comissão Europeia uma petição assinada por 1,1 milhões dos seus passageiros, onde pede que, durante as greves dos controladores aéreos, os sobrevoos sejam protegidos em todos os países da União Europeia.

No comunicado sobre a petição, divulgado na semana passada, a Ryanair acusa França de usar as leis dos serviços mínimos para proteger os seus voos domésticos e de curta distância enquanto cancelam desproporcionalmente os sobrevoos.

“A França (e todos os outros estados da UE) deve copiar o exemplo de Espanha, Itália e Grécia, que usam as leis dos serviços mínimos para proteger os sobrevoos durante as greves dos controladores aéreos”, indica o comunicado. “Se isso significar o cancelamento de um número maior de voos domésticos ou de curta distância, que assim seja, mas os voos sobre França devem ser protegidos durante as greves dos controladores aéreos franceses”.

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