O Reinvent the Event, evento dedicado à indústria dos eventos, organizado pela revista especializada do sector “Event Point”, está a decorrer hoje, 19 de Outubro, no Centro de Congressos do Estoril, abordando uma série de temáticas relevantes e novidades para o sector.
O PressTUR marcou presença no evento e entrevistou Cláudia Coutinho Sousa, editora da revista, que é responsável pelo projecto juntamente com Rui Ochôa, director da Event Point.
“O objetivo é celebrar a indústria dos eventos, reuni-la, promover encontros, troca de contactos, dar a conhecer novos fornecedores”, afirmou Cláudia Coutinho Sousa.
“Aqui na Zona Expositiva, por exemplo, temos algumas empresas a apresentarem coisas novas, originais, e mesmo novos produtos que desenvolveram e que fazem questão de apresentarem no Reinvent”.
No piso térreo do Centro de Congressos do Estoril é possível encontrar, por exemplo, um estúdio de tatuagens pop-up, que “está a ser um sucesso”. “Tens ali alguns exemplos de tatuagens que ele pode fazer depois. E parece-me que estão a sair que nem pãezinhos quentes”.
No piso de cima encontramos a Live Sketching, mais uma vez, “desde a primeira edição que temos a Live Sketching a desenhar o evento. Fazemos questão de se ver a evolução. Eles trazem os posters antigos, está espectacular”.
“A grande novidade deste ano é a zona de reuniões one-to-one, que é uma coisa que no turismo existe muito, nas esferas internacionais, e que quisemos trazer aqui para o Reinvent”, com um sistema no qual “as pessoas podem marcar reuniões com expositores, parceiros, participantes, oradores” e dispõem de um espaço para as fazer, sublinhou Cláudia Coutinho Sousa.
“E depois, com o programa de conferências”, explica a editora, o objectivo “é inspirar, fazer as pessoas pensarem de maneira diferente, falar de temas que estão na ordem do dia, no sector, na indústria”.
“Em relação ao tema – Competing for Attention – é uma temática muito actual, no mundo das redes sociais, do WhatsApp, dos Reels, TikToks e tudo mais. Os eventos também sofrem com isso, porque as pessoas muitas vezes estão nos eventos e estão a pensar em alguma coisa. Tens de reter a atenção das pessoas que vão ao evento. Por outro lado, há imensos eventos e tens de chamar a atenção das pessoas para irem ao teu evento. É um duplo desafio da indústria”, sublinhou Cláudia Coutinho Sousa.
“Coexistem uma série de gerações ao mesmo tempo e tens de chegar a todas, e não é fácil. Respondem de maneira diferente”, explicou a editora da Event Point. “É esse tema que trouxemos e que vamos reflectir ao longo dos painéis do Reinvent, quer nos Keynote Speakers, quer nos painéis de debate”.
“Vamos falar também do fenómeno do fitness, que é um fenómeno que cada vez é mais interessante para a indústria dos eventos”, acrescentou a editora, “há muitas oportunidades nesse sector e eu acho que também vai ser uma discussão. Ou seja, tentamos ir até algum nicho nesta indústria e falar de oportunidades que estão aí e que é preciso agarrá-las.
Outro tema a abordar, particularmente no painel “Eventos fora das grandes cidades”, conta com relatos de profissionais, “vamos ter aqui pessoas que já experimentaram, já exploraram outros destinos do país, e vão dar aqui o seu testemunho de como é possível fazer eventos espetaculares, sem ser ou no litoral ou nas grandes cidades”.
Em relação ao número de participantes, a responsável indicou que em termos de expositores “é mais ou menos o mesmo, mais um ou dois, são cerca de 30, com um ligeiro aumento, e participantes é igual: estão 900 pessoas registadas, há sempre quem não venha, mas esperamos que esteja em linha com as edições anteriores”.
“Todos os anos temos uma agência diferente, que produz o evento. Este ano é a Connect Comunicação, e eles fazem a produção global e a coordenação de tudo o que é produção. E nós estamos mais com o programa científico”.
“Só queria sublinhar a importância de ser um evento feito muito com parcerias, com o apoio de muitos parceiros, e queria só sublinhar a importância deles para este evento ser como é”, acrescentou Cláudia Sousa. “São absolutamente essenciais e são imensos e envolvem-se e sentem o evento como se fosse um dos deles”.
Em relação à indústria dos eventos, “a minha convicção é que está ‘booming’, está toda a gente a trabalhar imenso. Aliás, uma coisa que nos pedem é para alterar a data do evento para não ser em Outubro, porque Setembro e Outubro são meses com imensos eventos. E não é fácil as pessoas tirarem um dia para estar aqui, um dia inteiro, e deixarem os escritórios”.
Para o ano ainda não há datas confirmadas, visto que estas também dependem da disponibilidade do Centro de Congressos do Estoril.

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Saiba mais no site do evento, aqui.











