As receitas dos estabelecimentos de alojamento turístico portugueses atingiram 1.881,9 milhões de euros no primeiro semestre, ultrapassando o período homólogo de 2019, pré-pandemia, por quase 87 milhões, que, no entanto, são “uma gota de água” face às quebras ocorridas em 2020 e 2021, em que os proveitos baixaram cerca de 2,7 mil milhões.

Dados publicados pelo INE mostram que no primeiro semestre de 2020 os estabelecimentos de alojamento turístico facturaram menos 1.420,7 milhões que nos primeiros seis meses de 2019 e no primeiro semestre do ano passado ficaram outros 1.347,1 milhões abaixo de 2019.
Ainda assim, é assinalável a superação da marca do primeiro semestre de 2019 não só globalmente (+4,8%) como em cinco das sete regiões turísticas.
O maior aumento ocorre no Algarve, maior região turística, por quase 41 milhões (+9,5%), seguindo-se a Madeira, por quase 30 milhões (+15,5%).
Também com mais proveitos que no primeiro semestre de 2019 estiveram o Porto e Norte, com mais 26,5 milhões (+9,6%), o Alentejo, com mais 15,5 milhões e o maior aumento relativo do período, em 23,1%, e os Açores, com mais 5,7 milhões (+12,1%).
Abaixo ainda do primeiro semestre de 2019 ficaram verdadeiramente apenas os proveitos do alojamento turístico da região de Lisboa e Vale do Tejo, com menos 31,4 milhões de euros ou -4,9%, já que o da região Centro quase igualou 2019, ficam abaixo em apenas 222 mil euros ou 0,2%.
Ainda assim, o alojamento turístico de Lisboa e Vale do Tejo liderou em montante de receitas no primeiro semestre, com 604,6 milhões de euros ou 32,1% do total, seguindo-se o Algarve com 471,9 milhões ou 25,1% do total, o Porto e Norte com 301,9 milhões ou 16% do total e a Madeira com 221,7 milhões ou 11,8% do total.
Depois surgem o Centro, com 145,5 milhões de euros ou 7,7% do total, o Alentejo, com 83,1 milhões ou 4,4% do total, e os Açores, com 77,2 milhões ou 2,8% do total.
Em relação ao primeiro semestre de 2019, aumentaram a sua quota a Madeira (+1,09 pontos), o Algarve (+1,07), o Porto e Norte (+0,7), o Alentejo (+0,65) e os Açores (+0,18).
Lisboa e Centro, pelo contrário, perderam relevância, com descida da quota das receitas totais respectivamente em 3,31 e em 0,39 pontos).




