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Receita por quarto disponível no alojamento turístico da Grande Lisboa baixou para menos de 100 euros

A Grande Lisboa é a única região portuguesa onde a receita média por quarto disponível (RevPAR) em estabelecimentos de alojamento turístico está a cair em relação ao ano passado, tendo ficado abaixo dos 100 euros nos sete meses de Janeiro a Julho.

Os dados divulgados esta semana pelo INE mostram que o alojamento turístico da Grande Lisboa facturou, nos primeiros sete meses deste ano, menos 3,7% ou menos 3,8 euros por quarto disponível do que no período homólogo do ano passado.

Com esta redução, a RevPAR dos estabelecimentos da Grande Lisboa baixou de 102,6 euros nos primeiros sete meses de 2025 para 98,8 euros no período de Janeiro a Julho deste ano.

Em Julho, último mês com dados divulgados pelo INE, o alojamento turístico da Grande Lisboa facturou 114,5 euros por quarto disponível, o que significa uma redução de 7,3% ou 9,1 euros em relação ao ano passado.

Por outro lado, o preço por quarto ocupado (ADR, average daily rate) na Grande Lisboa baixou 2% ou 3,1 euros em Julho, para 154,6 euros. Ainda assim, no acumulado do ano, o preço médio regista um crescimento de 1,9% ou 2,7 euros, para 144,4.

Os dados do INE, que incluem hotelaria, alojamento local com 10 ou mais camas e turismo no espaço rural/de habitação, mostram que os estabelecimentos da Grande Lisboa somaram 11,285 milhões de dormidas de Janeiro a Julho, o que corresponde a um aumento de 1,6% em relação ao período homólogo de 2025. No mês de Julho, o aumento das dormidas na região foi de apenas 0,4%.

A estada média na Grande Lisboa manteve-se estável, tanto em Julho (2,34 noites) como no acumulado do ano (2,24 noites). A ocupação, por outro lado, registou um decréscimo de 4,3 pontos percentuais em Julho, para 74,1%, e está com uma quebra de 2,2 pontos percentuais no acumulado dos sete meses, para 68,4%.

Proveitos baixaram em Julho

No mês de Julho, o ligeiro aumento de dormidas (+0,4%) e a estabilidade da estada média na Grande Lisboa foram insuficientes para compensar as quebras do preço por quarto ocupado (-2%) e da taxa de ocupação (-4,3 p.p.).

Desta forma, os proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico da Grande Lisboa registaram uma quebra de 2% em relação ao mês homólogo do ano passado. No acumulado do ano, porém, os proveitos totais ainda estão com um crescimento de 2,3%, para 1.167,2 milhões de euros.

Os proveitos de aposento, que são as receitas das dormidas, excluindo restauração e outros proveitos decorrentes da actividade, baixaram 2,2% em Julho. Nos sete meses estão com um aumento de 1,3%, para 931,3 milhões de euros.

Ver também: Alentejo foi a região onde a receita por quarto disponível no alojamento turístico mais subiu em Julho

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