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Proposta de OE2023 alerta para “elevado grau e incerteza” e risco de recessão

“O atual cenário macroeconómico continua a estar sujeito a um elevado grau de incerteza, com riscos predominantemente externos, descendentes para o crescimento e ascendentes para a inflação”, alerta o Governo na sua proposta de Orçamento de Estado 2023 entregue ontem na Assembleia da República.

E o executivo especifica que “acresce ainda a possibilidade de um corte total no fornecimento de bens energéticos pela Rússia à União Europeia e uma escalada do conflito militar com a Ucrânia”, dizendo que “este cenário resultaria num significativo impacto adverso difícil de mensurar, tendo em conta a complexidade das interdependências em causa”.

“Não é igualmente possível descartar que a atual conjuntura resulte numa recessão em alguns dos principais parceiros comerciais da economia portuguesa, impactando a procura de bens e serviços, nomeadamente associados ao turismo”, acrescenta.

Porém, simultaneamente, o Governo considera que na conjuntura actual reforçou-se a vantagem competitiva decorrente a localização geográfica do país.

“Também para o turismo a localização geográfica de Portugal é agora particularmente vantajosa”, diz o documento, que acrescenta que o turismo “tem revelado um desempenho assinalável, tendo já sido ultrapassados os níveis de atividade do pré-pandemia”, e que essa evolução “ocorreu em simultâneo com um escalar do valor acrescentado gerado no sector”.

“Longe do terreno de operações da guerra, Portugal tem assim condições para se posicionar como um destino atrativo e competitivo, capaz de se constituir como uma alternativa para os fluxos de investimento empresarial, bem como turísticos, que se perspetivam para um ano particularmente desafiante”, explicita o documento, em que o Governo defende que “a localização geográfica de Portugal constitui um elemento estratégico de resiliência na atual conjuntura”.

“A economia portuguesa já não é só uma porta de entrada na Europa e uma ponte para os restantes continentes. Num momento em que se acentuam os movimentos de desglobalização e encurtam as cadeias de valor – privilegiando critérios de segurança e estabilidade nos fornecimentos, em detrimento do preço mais baixo – Portugal aparece como uma escolha segura, que oferece condições competitivas para o estabelecimento de negócios para toda a Europa”, defende.

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