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“Procura de viagens no Verão de 2026 continua robusta”, apesar da guerra – CEO da Ryanair

Michael O’Leary, CEO da Ryanair, revelou que “a procura de viagens no Verão de 2026 continua robusta”, apesar dos efeitos negativos da guerra iniciada sem justificação legal pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

A procura mantém-se “robusta”, mas as reservas estão a ser realizadas mais próximo da data dos voos do que no ano passado, sublinhou o CEO da maior companhia aérea europeia em número de passageiros.

Na apresentação de resultados divulgada esta segunda-feira, Michael O’Leary sublinhou que “os preços nas últimas semanas diminuíram ligeiramente em resposta à incerteza económica provocada pelo aumento dos preços do petróleo, pelo receio de escassez de combustível e pelo risco da inflação afectar negativamente o consumo”.

Perante este cenário, Michael O’Leary frisou que, “como sempre, a Ryanair seguirá a sua estratégia de «ocupação activa/receita passiva» para impulsionar o crescimento do tráfego, a receita auxiliar e reduzir os custos unitários”.

Preços deverão estabilizar no Verão

Com a capacidade limitada de voos de curta distância na União Europeia, o CEO da low cost revelou que esperava inicialmente que as tarifas para o Verão de 2026 “subissem modestamente (numa percentagem baixa de um dígito) em relação ao ano passado”.

No entanto, os preços para o 3º trimestre (Julho, Agosto e Setembro), apesar da “visibilidade limitada”, revelam “uma tendência de estabilidade e o resultado final dependerá totalmente das reservas e tarifas de pico do Verão de 2026”, prevê o CEO da Ryanair.

“Sem visibilidade” para depois do Verão e “com uma volatilidade significativa nos preços dos combustíveis/potencial de oferta”, Michael O’Leary considera “demasiado cedo para fornecer qualquer previsão significativa de lucros para o ano fiscal de 2027 neste momento”.

Lucros recorde

A low cost fechou o seu ano fiscal de 2026 (de Abril de 2025 a Março de 2026) com lucros após impostos de 2,26 mil milhões de euros, um montante recorde, 40% ou 650 milhões de euros acima do ano anterior.

A Ryanair transportou 208,4 milhões de passageiros nos 12 meses de Abril de 2025 a Março de 2026, o significa um aumento de 4% ou mais 8,2 milhões de passageiros que um ano antes.

A low cost facturou 15,54 mil milhões de euros no ano fiscal de 2026, mais 11% que no ano anterior. Os custos operacionais também subiram, embora menos (+6%), para um total de 13,09 mil milhões de euros.

Para este ano, a Ryanair revelou que cobriu aproximadamente 80% das suas necessidades de combustível a cerca de 67 dólares por barril até Abril de 2027. No entanto, “o preço dos restantes 20%, sem cobertura, disparou devido ao conflito no Médio Oriente”, sublinhou Michael O’Leary.

A frota do Grupo Ryanair, com 647 aeronaves, deverá permitir um crescimento de tráfego de 4%, para aproximadamente 216 milhões de passageiros este ano (12 meses até Março de 2027), prevê a companhia.

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