O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, lamentou hoje que continuem por começar obras no actual Aeroporto de Lisboa, na Portela, que descreveu como urgentes para a melhoria do serviço prestado.
Carlos Moedas sublinhou que seja qual for a solução a adoptar, das nove hoje apresentadas pela Comissão Técnica encarregada pelo Governo de estudar a questão, a melhoria da Portela é imperativa e urgente.
Aliás, o único reparo que Moedas fez à Comissão Técnica foi não ter enfatizado a necessidade de rapidez numa solução.
Depois de sublinhar que boa parte das opções apresentadas mantém a Portela, porque [um novo aeroporto] “não se faz de um dia para o outro” e assim “é preciso alguma coisa no meio”.
E acrescentou: “o que me assusta é que vejo o calendário e vejo que nada foi ainda adjudicado”.
“Precisamos de adjudicar todas estas consultorias, todas estas análises que têm que ser feitas, isto é muito importante para o país e temos que fazer. Quando eu vejo que ainda não há dinheiro, que não foi nada adjudicado, que vai demorar ainda bastante tempo, como é que vamos fazer? — interrogou, antes de enfatizar que “temos que ter uma decisão em 2023”.
Moedas realçou que sempre defendeu que são necessários critérios fundamentais, que apontou serem “proximidade de Lisboa”, defesa do ambiente — “como é que vamos ter um aeroporto que seja sustentável” — mas, acrescentou, há um critério que não viu que é o da rapidez.
“Nós precisamos de tomar decisões rápidas”, sublinhou.
Carlos Moedas afirmou ainda que o Governo prometeu obras no Aeroporto da Portela, “obras que o concessionário está disposto a fazer, que tem dinheiro para isso, para melhorar o Aeroporto de Lisboa, e eu não percebo porque é que essas obras não estão feitas”.
“O Governo precisa de exigir essas obras, precisa de fazer essas obras o concessionário e portanto saio daqui com um pedido ao Governo: por favor executem rapidamente as obras de melhoramento no Aeroporto de Lisboa porque são essenciais”.




