A Plataforma Cultural vai apresentar a sua primeira produção, em Lisboa, no Teatro Variedades, junto à Avenida da Liberdade, entre 17 e 29 de Setembro, Pigmaleão, “a história do escultor que se apaixona pela estátua que criou e a vê ganhar vida”.
Esta “nova criação operática portuguesa que reinventa o mito clássico num universo distópico, cruzando ópera, electrónica e teatro visual” vai estar em cena no Teatro Variedades, no Parque Mayer, junto à Avenida da Liberdade.
“A criação cruza a ópera, a música eletrónica e eletroacústica e o teatro visual, num universo cénico construído a partir de materiais industriais, sucata, plástico e manequins, com recurso a máscaras e teatro de sombras”, indica o comunicado da Plataforma Cultural.
A música ficou a cargo de Gerson de Sousa Batista, com libreto por Tiago Schwäbl Martins, encenação e concepção plástica de João Vieira Fino, e direcção musical de Gonçalo Santos.
Os papéis de Pigmalião e Manequim são interpretados por, respectivamente, António Lourenço Menezes, contratenor, e Sara Afonso, soprano. Em palco juntam-se também o Ensemble Efeito Pigmalião e o Grupo Vocal Arsis, com mais de 30 elementos.
O material e a criação cenográfica contaram com parceria do Electrão.
Todas as sessões vão contar com legendagem em português, sendo que as apresentações de 19 e 20 de Setembro contam com audiodescrição, que envolve também o reconhecimento do palco antes das sessões, e a sessão de 20 de Setembro vai ter também interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
É o primeiro projecto da Plataforma Cultural, uma nova associação cultural dedicada ao desenvolvimento de projectos artísticos contemporâneos que cruzam diferentes linguagens e promovem relações entre criação artística e comunidades.
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