O Grupo OnTourism vai apostar em eventos exclusivos através de uma divisão dentro da Alive Travel, a Alive Events, revelou o Chief Operating Officer (COO), Marco Sequeira.
“É uma divisão dentro da Alive, tal e qual como a parte de Pharma. Ou seja, nós dentro do branding que também fizemos no ano passado só para a Alive, criámos várias divisões, inclusivamente com logotipos e cores diferentes”, indicou o COO da OnTourism em declarações ao PressTUR durante a convenção do grupo, em Lisboa.
Este projecto surge “por um lado, para aproveitar aquilo que já tinha sido disseminado por parte do projecto DMC”, que foi desenvolvido pela Alive Travel e que terminou durante a pandemia, “depois porque achamos que é uma área que tem muita procura em Portugal, e que é difícil vender enquanto agência de viagens, porque existe um preconceito relativamente àquilo que é a agência”.
A título de exemplo sobre o preconceito, Marco Sequeira explicou que “alguns dos nossos maiores clientes em termos de eventos são empresas de eventos, de comunicação, de publicidade. Porquê? Porque eles são os criativos e a maneira como apresentam e vendem o seu produto é fora da caixa, é criativo, é dessa forma. Mas depois somos nós que fazemos toda a logística, e se nós apresentássemos uma coisa exactamente igual à deles, mas vindo de uma agência de viagens, iam achar melhor ver isso com uma empresa de eventos”.
Então, a ideia da Alive Events é contornar este preconceito e tirar partido de outras oportunidades de negócio com a carteira de clientes da OnTourism, que inclui “Grupo Altice, Grupo Millennium, BCP, Deloitte, Grupo Casais, Mars, Media Capital, ou seja, temos uma série de empresas gigantes dentro daquilo que é o nosso portfólio, que têm áreas de marketing específicas, orçamentos, dotações orçamentais muito elevadas nestas áreas, quer seja para lançamentos de produtos, activações…”.
Seria um desperdício, na óptica de Sequeira, “se já lá temos um pé dentro, porque trabalhamos com toda a parte corporativa e com o reconhecimento que nos deram”, não utilizar esse “pé que já temos na porta para ir às outras áreas além disto”, sugerindo aos clientes “ter uma reunião, receber uma proposta, falarmos um bocadinho”.
Falando sobre a operação desta divisão de eventos da Alive Travel, o executivo sublinhou que a Alive Events difere da operação de incentivos, que é quando uma empresa pretende oferecer a um grupo de trabalhadores uma determinada viagem, quer “uma coisa tranquila, bem organizada, com poucos serviços, com um bom hotel, uma boa refeição, e que não saiamos muito daqui porque o budget também não é gigante e tem de ser dividido por vários”.
“Nos eventos o que é pretendido? É pretendido um factor wow, algo completamente diferente, uma coisa fora da caixa, são poucas pessoas, nunca vamos fazer, à partida, como fazemos nos incentivos de grupos de 200 e 300 pessoas, eu imagino grupos pequenos, aqueles que chamamos parties, não são individuais porque não são uma ou duas, mas são seis, sete ou oito pessoas, seja de um banco, seja de onde for, e têm ali tratamento personalizado”.
“Até pode ser um jogo de NBA standard, mas em vez de estar na bancada normal, está em court side seats, e isso é que faz a experiência, isto é um mercado que existe, que nós nos apercebemos, até por exemplo que na parte bancária acontece muito no private banking”.
“Existe um mercado para isto e nós pretendemos fazê-lo pouco a pouco, e depois começar a criar este reconhecimento, e isso é o mais importante”, afirmando que “o mercado funciona muito pelo reconhecimento, a partir do momento que nós fazemos aquele trabalho, e entramos em contacto com as agências, e informamos que temos esta área, começa a rolar a ideia um bocadinho”.
Produtos como o Burning Man, Tomorrowland, Rock in Rio lá fora, The Town são algumas das ideias para produtos premium desta divisão de organização de eventos da Alive Travel.
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Saiba mais no site da Alive Travel.




