A Natilus anunciou que assegurou 28 milhões de dólares em financiamento para o seu protótipo de avião ‘hiper-eficiente’ BWB, blended wing body.
Esta entrada de capital vai apoiar o primeiro voo do protótipo Kona, destinado a transporte de carga, que vai anteceder o protótipo de transporte de passageiros, o Horizon Evo. O financiamento foi liderado pela Draper Associates e inclui investidores com foco nos sectores aeroespacial, defesa e transporte de carga.
Os aviões BWB, blended wing body, devem o nome ao design que junta o corpo central da aeronave às asas de forma fluída.
Este design, segundo a Natilus, tem potencial para reduzir o consumo de combustível em 30% e emissões de carbono e custos em 50%.
O primeiro protótipo, o Kona, está previsto para daqui a cerca de dois anos, e será seguido pelo Horizon Evo, que terá capacidade para mais de 200 passageiros, posicionando-se como competidor do 737 MAX e do A321neo. A Natilus também fez uma transição de projectos para aviões de dois corredores, em vez de um corredor.
Actualmente a Natilus ainda espera certificações para o Kona e está em busca de um local para a sua produção, que deve chegar a 60 aeronaves deste modelo por ano, com o primeiro previsto para o final da década, e o primeiro Horizon Evo no início dos anos 2030s.
O comunicado da Natilus vai mais longe e fala sobre a realidade da aviação ligada ao complexo industrial militar norte-americano, referindo o Kona como “optionally-piloted” (com piloto como opção), e afirmando que está a ganhar interesse devido às suas aplicações bélicas.
A Natilus indica que a capacidade de carga de 3,8 toneladas do Kona e a possibilidade de aterrar em pistas de mais curtas e de gravilha, pode oferecer transporte aéreo em cenário de guerra e fazer o transporte de carga para locais mais remotos. Mais, a Natilus afirma que este transportador de carga pode apoiar a estratégia, ACE, Agile Combat Employment (uma estratégia de guerrilha), e a logística do reabastecimento em áreas contestadas e austeras, referindo-se directamente à zona do Indo-Pacífico. Finalmente, a Natilus afirma que já conversou com o US Army, a US Air Force, e o Department of Defense, indicando que estas entidades reconhecem valor no Kona.
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