Após aumentos “muito significativos” de reservas em Janeiro, o Mercado das Viagens encara 2023 com optimismo: a previsão é superar os 12,2 milhões de euros facturados em 2022, mantendo a rentabilidade na ordem dos 10,1%.
O ano passado foi um ano recorde na medida em que o volume de negócios do grupo, com um total de 16 agências de viagens, ficou apenas 500 mil euros abaixo de 2019, quando o Mercado das Viagens tinha 26 agências de viagens.
“Quase todas as agências duplicaram os resultados e fechámos 2022 com um crescimento global de 125% face a 2021”, indicaram os administradores Carlos Silva e Nuno Pereira, e o director-geral Adriano Portugal, na IV Convenção do Mercado das Viagens, que decorreu entre 3 e 5 de Fevereiro, na Batalha.
A rede é composta por 12 agências de viagens em franchising, uma agência própria (em Vila Verde) e três agências detidas pelas duas empresas sócias do grupo (em Braga, Barcelos e Famalicão).
Metade da facturação do grupo no ano passado corresponde a vendas realizadas pelas quatro agências próprias (Vila Verde, Braga, Barcelos e Famalicão), frisou Carlos Silva.
Principais fornecedores
Com 90% das vendas no segmento de lazer e 10% em corporate em 2022, os principais fornecedores de operação turística para a rede foram os operadores turísticos Newblue, Solférias e Ávoris.
A nível de bedbanks, a Tour10 liderou entre as plataformas utilizadas pelo Mercado das Viagens, seguindo-se a Veturis e a W2M. “Os três bedbanks valem cerca de 90% das nossas vendas em bedbanks”, segundo Carlos Silva.
Previsões para 2023
Com menos 10 agências de viagens que em 2019, que deixaram o grupo após a saída de um dos sócios da empresa, o Mercado das Viagens está a recuperar a sua estratégia de expansão, tendo aberto três franquias no ano passado (Almada, Lisboa-Graça e Terceira) e reaberto uma agência própria, a de Vila Verde.
Para este ano, o Mercado das Viagens perspectiva abrir até cinco agências de viagens, incluindo quatro franquias “em zonas que consideramos importantes e que já temos estudadas” e uma agência própria no Minho.
O objectivo é “fazer um crescimento consolidado e com estratégia”, sublinhou Adriano Portugal.
A nível de vendas, as perspectivas para 2023 são boas. “As pessoas estão a aderir novamente às reservas antecipadas”, indicou Carlos Silva. Já Nuno Pereira destacou “um crescimento muito significativo face a Janeiro do ano passado”.
Adriano Portugal alertou para a instabilidade do mercado. “Tudo pode acontecer, temos que estar com os pés bem assentes”.
“Se a crise se instalar, existem outras oportunidades dentro do próprio país. O lazer deixou de ser supérfluo e tornou-se uma necessidade das famílias. As pessoas podem até não viajar para as Caraíbas, para a Tunísia ou outros destinos, mas vão ter férias, nem que seja dentro do país”, afirmou o director-geral da rede.
“BTL tem uma rentabilidade tão pequena que não compensa”
O Mercado das Viagens vai voltar a apostar este ano na participação em feiras de noivos, “que no ano passado foram um grande sucesso em termos de vendas e rentabilidade”.
Por outro lado, o grupo não vai participar na Bolsa de Turismo de Lisboa porque representa “uma despesa muito grande para aquilo que nos traz em termos de vendas. A BTL tem uma rentabilidade tão pequena que não compensa”.
Além da abertura de novas agências, o Mercado das Viagens vai focar-se este ano em mais dois projectos: o “desenvolvimento do aéreo”, que poderá passar pela integração na Airventure, embora sem aderir à Airmet, e o “funcionamento em pleno do departamento de grupos”.
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