- Publicidade -
- Publicidade -

Mais concorrência “não condiciona a estratégia” – Tiago Encarnação, Lusanova

O aparecimento em Portugal de novos operadores turísticos dedicados às grandes viagens cria concorrência, mas “não condiciona a estratégia” da Lusanova, um dos mais antigos do mercado, há 66 anos em actividade.

“É lógico que mais gente no mercado cria concorrência, sim, mas isso não condiciona a estratégia. Poderemos ter que ser mais agressivos, sim, mas mudar estrategicamente não”, sublinhou Tiago Encarnação, director de Operações da Lusanova, em entrevista ao PressTUR.

PressTUR: Houve muita promoção, muita campanha este ano… Isso afectou a rentabilidade da Lusanova?

Tiago Encarnação: Tivemos um aumento de rentabilidade na nossa operação, o que se deve ao facto do nosso produto não ser de campanha, como são os produtos mais de praia. O nosso produto, acima de tudo, são circuitos e viagens culturais. Muitas das campanhas em que participámos, fizemo-lo porque as agências nos pediram para participar, mas não foi isso que fez a diferença entre vender mais ou vender menos. O nosso produto exige conhecimento ao agente de viagens, exige apoio. Não é só avião mais hotel. Não é um produto de campanha. Portanto, eu acho que as campanhas não nos afectam. Não estou a dizer que não tenha tido bons resultados em campanhas e que as campanhas não tenham sido importantes para lançar alguns produtos, como praias e safaris.

PressTUR: As campanhas resultaram para os safaris?

Tiago Encarnação: Os safaris são um produto em que nós apostámos nos últimos anos. E este ano vamos lançar um catálogo online só de safaris, que é um produto que a Lusanova não tinha, com itinerários pré-defenidos. As campanhas ajudam ao lançamento desses novos produtos. Agora, no produto estabilizado que temos, acho que não tem efeito. A perda da nossa rentabilidade também é uma perda da rentabilidade para o agente de viagens. Se nós não queremos para nós, também não queremos para eles.

PressTUR: Podemos dizer que o cliente dos programas da Lusanova não vai atrás do preço, vai atrás daquilo que quer fazer…

Tiago Encarnação: Sim. Vai atrás do conforto, da experiência em si, do que vai ver. Claro que o preço é importante, mas há outros factores que condicionam a tomada de decisão.

PressTUR: A chegada a Portugal de novos operadores de grandes viagens como a Kannak ou a Icárion fez-vos, de alguma forma, repensar a vossa estratégia?

Tiago Encarnação: Não, não nos obrigou a repensar a nossa estratégia. Temos 66 anos. Não fazemos a nossa estratégia pela concorrência. Não quer dizer que ignoramos a concorrência, que até é saudável, ao contrário do que muita gente possa querer dizer. Nós vendemos o nosso produto com o objectivo de que o agente de viagens dê ao seu cliente uma experiência cultural de conhecimento de um determinado destino. Ou de lazer, no caso de uma praia. Tentamos ir para os destinos onde achamos que somos competitivos. É lógico que mais gente no mercado cria concorrência, sim, mas isso não condiciona a estratégia. Poderemos ter que ser mais agressivos, sim, mas mudar estrategicamente não.

PressTUR: A prova está no aumento da rentabilidade…

Tiago Encarnação: Sim.

PressTUR: Em quanto?

Tiago Encarnação: Não avançamos números sobre a rentabilidade.

Continua:

“O futuro do turismo passa pela sustentabilidade” – Tiago Encarnação, Lusanova

Lusanova está a diversificar, mas mantém o seu ADN – Tiago Encarnação

Voltar ao início:

Procura pela Ásia impulsiona crescimento da Lusanova em 2025 – Tiago Encarnação

Para mais notícias clique: Empresas e Negócios

Para aceder ao site da Lusanova clique aqui.

- Publicidade-
- Publicidade -