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Israel rejeita compensar viajantes prejudicados pelo ataque ao Irão

O Ministério das Finanças de Israel indicou que não vai compensar nenhum viajante retido na sequência do ataque deste país ao Irão, que resultou num conflito entre 13 e 24 de Junho.

O representante do Ministério das Finanças de Israel, Daniel Schwartz, indicou no parlamento que o estado não vai compensar nenhum viajante, incluindo os israelitas que se encontravam fora, e que foram impedidos de regressar a este estado devido ao encerramento do espaço aéreo devido aos ataques ao Irão e a consequente resposta.

De acordo com o jornal espanhol especializado em turismo “Preferente“, entre 100 a 150 mil viajantes foram afectados por esta situação.

Os deputados deste país tinham acordado com a Comissão de Assuntos Económicos, em três reuniões sobre o assunto, que o governo devia ser responsável por, pelo menos, parte dos custos que afectaram as companhias aéreas do país e as estrangeiras, bem como os viajantes.

Schwartz, representante do ministério das Finanças, conduzido pelo extremista religioso Bezalel Smotrich, apoiante e colaborador do actual regime e membro do Partido Sionista Religioso (Tkuma), indicou que “depois de nos termos reunido com a aviação e com altos funcionários do governo, decidimos opor-nos a qualquer compensação económica”.

Desta forma os prejudicados são obrigados a litigar judicialmente para conseguir compensação.

O The Times of Israel, que junto ao seu título, em todas as páginas faz uma referência a ‘Israel em Guerra – Dia 678’, o número de dias durante o qual esse país executa um genocídio na Palestina, citou David Bitan, presidente da comissão parlamentar, que caracterizou esta situação de “escândalo” e afirmou que “o estado não vai conseguir escapar a estes pagamentos – vai demorar o seu tempo, mas o estado vai ter de assumir responsabilidade.

Antes do ataque ao Irão, no início deste ano, o parlamento israelita aprovou uma alteração na legislação de 2012 para isentar as companhias aéreas de compensações aos clientes em caso de guerra, sendo que esta alteração ainda necessita de ser assinada pela ministra dos Transportes israelita, Miri Regev, com quem Smotrich, caracterizado pelo jornal israelita Haaretz como “criminoso de guerra”, discute responsabilidades em relação a este assunto das compensações.

Com esta alteração, Regev vai poder declarar situações de emergência e limitar as obrigações das companhias aéreas em fornecer alojamento devido a cancelamentos de voo, para apenas duas noites de compensação.

A autoridade para a aviação civil israelita, através do seu líder Shmuel Zakai, indicou que a própria ministra Regev afirma que estas duas noites não são suficientes, e que o estado devia financiar mais três dias, apoio estatal sem o qual Zakai afirma que a ministra dos Transportes não vai assinar a alteração.

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