“Instabilidade nos mercados financeiros com possível impacto na procura e a volatilidade de preços dos fatores nos mercados internacionais” são os riscos que o Grupo SATA assinala para este ano, depois de em 2022 ter trilhado o “caminho da recuperação”.
“Em termos de Custos, o preço do combustível tem estado, no momento, ligeiramente abaixo do verificado no ano anterior” diz o Grupo em comunicado, no qual também assinala que “o término do período de emergência, que ocorreu em Dezembro de 2022, e o consequente fim dos cortes salariais em ambas as companhias aéreas, terão um impacto material nas contas do corrente ano”.
O comunicado apresenta balanços separados para as duas companhias do grupo, a SATA Internacional-Azores Airlines e a SATA Air Açores, que em 2022 obtiveram recordes de receitas, de 211,1 milhões de euros e de 92,2 milhões.
Azores Airlines
O grupo salientou que a SATA Internacional – Azores Airlines ultrapassou em 2022, pela primeira vez, a marca de um milhões de passageiros, com 1,083 milhões, e mais de 200 milhões de euros de receitas.
O comunicado realça ainda que em 2022 a companhia teve um aumento de passageiros em 14,5% relativamente a 2019, pré-pandemia, a par de “um saudável crescimento da receita média por passageiro”, que aliás é evidenciado pelos aumentos face a 2019, pré-pandemia, que foram de 14,5% em número de passageiros e 34,2% em receita.
A mesma informação destaca que apesar de a companhia ter aumentado a capacidade, em 26% em horas de voo, face a 2021, “o que permitiu atrair novos mercados turísticos para a Região Autónoma dos Açores (RAA)”, a taxa de ocupação subiu nove pontos, para 75%, que, no entanto, ainda fica a quatro pontos do nível pré-pandemia.
A SATA Internacional teve crescimento de Receita “muito superior ao crescimento de Custos Totais”, que lhe permitiu obter um Resultado antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações e Custos de restruturação de 5,403 milhões de Euros.
Este resultado, que destaca ser positivo “pela primeira vez, nos últimos 10 anos”, “representa, igualmente, uma melhoria de 27,7 milhões de Euros comparado com o ano pré- pandemia de 2019 e 12,6 Milhões de Euros comparado com o ano de 2021”.
SATA Air Açores
Sobre a SATA Air Açores, o comunicado destaca que os proveitos cresceram 9,3% em relação à pré-pandemia, acrescentando que “na base desta evolução está o número recorde de passageiros transportados em 2022, num valor superior a 837 mil passageiros, o que representou um crescimento de 32,2% em comparação com o ano anterior, e de 9,2% em comparação com 2019”.
A informação acrescenta que 2022 “ficou marcado pelo crescimento da frota da companhia aérea regional, que passou a operar com sete (7) aeronaves pela primeira vez na sua história”, pela adição de uma aeronave suplementar, “determinada pelo crescimento de tráfego inter-ilhas, consequência do desenvolvimento da tarifa Açores e do crescimento do número de visitantes na Região Autónoma dos Açores”.
A companhia, especifica, “realizou mais 2.914 voos inter-ilhas face a 2021 (+20,2%) e mais 2.024 face a 2019 (+13,2%), tendo sido registado um saudável crescimento da receita média por passageiro (mais 25% em comparação com 2019 e de mais 24% em comparação com 2021)”.
Ainda assim, a taxa de ocupação dos voos subiu para 73% ao ano, mais cinco pontos em 2021, mas ainda ficou a cinco pontos de 2019, pré-pandemia.
O grupo realçou também que, graças à evolução da receita, “amortizou o custo de introdução da nova aeronave no Verão e permitiu a continuidade da sua operação o resto do ano” e “um Resultado Operacional antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações de 7,8 milhões de Euros. Este valor é inferior a 2019 em 7,5 milhões de Euros e a 2021 em 5,9 milhões de Euros”.
A empresa realça que “além dos custos de introdução de uma nova aeronave, o Resultado Operacional foi condicionado” pelo “crescimento significativo do custo de combustíveis (+5,2 milhões de Euros face a 2019 e +5,9 milhões de Euros face a 2021)”, “pelos custos de combate à pandemia no 1º trimestre, pelas graves disrupções nas cadeias de abastecimento” e “pela desvalorização do euro face ao dólar americano”.
A companhia assinala que embora ainda negativo em 2,5 milhões de euros, o resultado líquido “melhorou 4,3 milhões de Euros em comparação com 2021”.




