Com as vendas a decorrer “dentro dos objectivos”, o grande desafio da Royal Caribbean em Portugal é a antecipação das reservas, disse ao PressTUR Francisco Teixeira, CEO da Melair, que representa a companhia de cruzeiros no mercado português.
Numa apresentação para agentes de viagens esta quinta-feira no Hard Rock Café Lisboa, Francisco Teixeira disse ao PressTUR que a Royal Caribbean mantém o mesmo número de navios na Europa e, nestas condições, “nós não procuramos crescimento, nós procuramos desenvolver um segmento de clientes de famílias para vender Caraíbas”.
O evento centrou-se na apresentação dos navios da classe Icon, que, pela sua dimensão, têm maior disponibilidade de camarotes triplos e quádruplos. Estes camarotes têm muita procura e, noutros navios de menor dimensão, quando o mercado português começa a reservar, já têm pouco inventário.
Sobre o desempenho na Europa, Francisco Teixeira indicou que “está a correr normal, dentro dos objectivos; nós procuramos mais um segmento de preço médio mais elevado do que propriamente fazer crescer o número de passageiros”.
“Está normal porque nós a 31 de Dezembro já temos de individuais 50% das vendas feitas, portanto temos uma perspectiva muito antecipada em relação ao mercado”, revelou o CEO da Melair.
Antecipar a venda “é um trabalho constante”
Francisco Teixeira indicou que a empresa para de vender “muito cedo” em Portugal, porque, “como a companhia é americana, a maioria dos passageiros são americanos e reservam com antecipação”, e “quando o mercado português arranca, quando o mercado está no auge de reserva, nós já estamos com pouco inventário”.
“Por isso nós tentamos trabalhar o mercado para que ele antecipe”, continuou o representante da Royal Caribbean em Portugal. “Os americanos reservam com 15 meses de antecedência, a gestão da oferta e da procura faz subir o preço, então o nosso trabalho é trazer o português para reservar mais cedo, enquanto a curva de pricing está mais dentro do budget”.
“É um trabalho constante”, este de tentar fazer com que o mercado português se antecipe. “Nós temos tradicionalmente campanhas feitas pelas agências de viagens”, indicou o CEO, acrescentando que “nós, como companhia, todos os meses temos uma campanha, portanto [a estratégia] está um bocadinho na comunicação”.
“Nós, por exemplo, neste momento já estamos a vender bastante mais de 2027, porque há um ano atrás vendíamos 2026. Nós vamos somando desta maneira. O que eu costumo dizer é que é uma maratona; temos de nos preparar para fazer o percurso todo e poucos sprints”.
Complementando a metáfora da maratona, Francisco Teixeira remata que a actividade “é como o mar, isto são ondas e a gente tem de navegar dentro delas”.
Ver também:
Desempenho e desafios da Royal Caribbean no mercado português
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